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Ar-condicionado do Hospital do Gama quebra e põe pacientes em risco

Temperatura elevada causa desconforto e favorece infecções, colocando em risco a saúde das pessoas internadas em estado grave

atualizado

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Igo Estrela/Metrópoles
Prédio do Hospital Regional do Gama (HRG)
1 de 1 Prédio do Hospital Regional do Gama (HRG) - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Pacientes internados na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Regional do Gama (HRG) enfrentam calor e risco de infecções. Profissionais de saúde que trabalham no local denunciam que o ar-condicionado da ala, destinada a pacientes graves e em monitoramento constante, está quebrado desde 22 de fevereiro. Além de prejudicar o controle sanitário da UTI, as altas temperaturas registradas na ala causam desconforto a pacientes e na equipe que atua no setor. Ao longo dos últimos dias, há internados apresentando quadros infecciosos, segundo os servidores.

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A equipe de plantão tem se empenhado para contornar a situação. Os profissionais passou a levar panos molhados para abaixar a temperatura de um paciente que apresentava 40.5ºC de febre.

A UTI do HRG tem 20 vagas. Aproximadamente 50% dos leitos estava ocupado na manhã dessa segunda-feira (28/2). Preocupados com os pacientes, servidores defendem o fechamento temporário da ala até o conserto do ar, que, segundo os profissionais, tem apresentado problemas constantes.

Para o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), a queda do ar-condicionado é um problema grave e vai ser investigado.

Temperatura

De acordo com o 1º Secretário do CRM, Farid Buitrago, apesar de não ser indispensável, o aparelho se faz necessário para manter a temperatura adequada. “Há muitos aparelhos e pacientes entubados”, completou.

O CRM-DF está com olhos de lince no HRG. Na semana passada, o conselho deu um ultimato para o hospital sanar problemas no pronto-socorro da clínica médica.

“O principal problema é a falta de profissionais. Deveria ter 3 profissionais por turno. Mas vemos dias com 2, 1 ou até sem médicos”, alertou.

Caso a unidade de saúde não resolva a questão, o pronto-socorro poderá sofrer uma interdição ética, deixando de realizar novos atendimentos.

Outro lado

O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Saúde sobre a situação no HRG. Por nota, a pasta afirmou que está tomando providências a fim de fazer o reparo no ar-condicionado da UTI e sanar os problemas do hospital.

Leia a nota completa:

A Secretaria de Saúde, por meio da direção do HRG, informa que assim que foi verificado o mau funcionamento do aparelho de ar condicionado, o problema foi contornado imediatamente com uma turbina similar até a reposição permanente da peça defeituosa, que deve chegar nos próximos dias.

Assim, o equipamento não está funcionando em sua potência máxima, porém não oferece risco à saúde dos pacientes, uma vez que a UTI continua sendo resfriada.

A Secretaria de Saúde informa que o pronto-socorro do Hospital Regional do Gama recebeu melhorias, como manutenção predial e a ampliação do box de emergência, que está em fase de conclusão. Houve também maior espaçamento entre os leitos de enfermaria para facilitar o acesso do profissional ao paciente.

Atualmente o HRG conta com 23 médicos no pronto-socorro. A fim de reforçar o atendimento na rede pública de saúde, a SES/DF está processo em andamento para a seleção temporária de 100 médicos. Em breve, será lançado concurso público para contratação de mais profissionais.

 

 

 

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