CPI da Pandemia vai mirar em cúpula da Saúde do DF presa na Falso Negativo

Caso seja instalada, comissão investigará contratos de UTIs e compras de respiradores, nepotismo e irregularidades na aquisição de testes

atualizado

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1 de 1 Ambulância - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia teve seus alvos definidos. Segundo o deputado distrital Leandro Grass (Rede), autor do requerimento para instalação do colegiado na Câmara Legislativa, ele não servirá de palco político e terá como um dos objetivos principais se debruçar sobre o escândalo revelado pela Operação Falso Negativo.

A ofensiva conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) resultou na prisão do então secretário de Saúde do DF, Francisco Araújo, e mais seis integrantes da cúpula da pasta. Segundo Grass, a comissão vai apurar as denúncias de irregularidades na compra de testes rápidos para o Covid-19 apresentadas pela operação do MPDFT.

Nesta quinta-feira (27/8), o pedido de instalação da comissão atingiu o total de 13 assinaturas, recebendo a adesão da deputada Jaqueline Silva (PTB). Com esse total de signatários, pelo regimento da Casa, uma CPI pode ser automaticamente instalada. Após reunião do Colégio de Líderes, a Casa decidiu que irá analisar a instalação da comissão na próxima semana.

Um dos alvos são as contratações de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para receber pacientes com Covid-19. “Existem indícios de superfaturamento”, pontuou Grass. A comissão vai investigar também os contratos do hospitais de campanha do Mané Garrincha, da Polícia Militar e da Papuda.
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A comissão também vai apurar as suspeitas de irregularidades na divulgação dos leitos de UTI e a mudança na metodologia de divulgação de óbitos por Covid-19.

Outro foco será a apuração de denúncia de nepotismo e irregularidades na compra de respiradores no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) e na Secretaria de Saúde.

Caso seja instalada, a CPI terá prazo de 180 dias de trabalho, podendo ser prorrogado. A CPI será composta por cinco membros, contato o presidente e o relator.
Xadrez

Os membros serão indicados pelos blocos com representação na CLDF. Atualmente a Casa tem seis blocos, mas apenas cinco possuem o número mínimo de componentes para a indicação de uma vaga na comissão de inquérito.

Apesar de já contar com adesões suficientes para a abertura da CPI, Grass acredita que conseguirá ainda mais assinaturas até a próxima semana. Deputados federais e senadores do DF também apoiam a criação do colegiado.

Segundo a deputada distrital Arlete Sampaio (PT), pela tradição da Câmara, o parlamentar que protocolou o pedido terá direito de escolher a posição de presidente ou relator da CPI da Pandemia.

Arlete destacou que, antes de entrar em marcha, a comissão deverá montar uma equipe técnica, podendo requisitar especialistas de outros órgãos públicos. Uma CPI tem, inclusive, poder de prisão.

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