Covid-19: idosos e trabalhadores da saúde serão imunizados primeiro no DF

Ao todo, 169 salas de vacina serão abertas e disponibilizadas para os moradores de todas as regiões administrativas do DF

atualizado 18/12/2020 13:01

plano de vacinação no DFHugo Barreto/ Metrópoles

O Governo do Distrito Federal (GDF) apresentou, nesta sexta-feira (18/12), o Plano Distrital de Vacinação contra a Covid-19. Trabalhadores da saúde e idosos acima de 75 anos serão os primeiros a serem imunizados. Na 2ª fase, idosos com idade entre 60 e 74 anos receberão a vacina. Pacientes com comorbidades terão acesso às doses na 3ª fase de imunização prevista pelo GDF. No quarto grupo, professores e profissionais das forças de segurança e salvamento.

As vacinas, adquiridas pelo Ministério da Saúde, serão mantidas no Núcleo Rede de Frio e repassadas às regiões de saúde, que contam com cinco centros de referência de imunológicos especiais e 169 salas de vacina, no total.

A Secretaria de Saúde tem estoque de 2 milhões de seringas e existe um processo para a compra de mais 1 milhão. Também há editais em curso para que se chegue ao total de 7 milhões e 800 mil agulhas e seringas.

Veja como será a vacinação de acordo com a sua região administrativa:

  • A região Sul, composta por Gama e Santa Maria, haverá 22 salas de vacina para atender as 272.959 pessoas.
  • Na região Centro-Sul, que engloba Estrutural, Guará, Park Way, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Setor de Indústrias e Abastecimento (Sia) e Riacho Fundo I e II serão disponibilizadas 15 salas de vacina. O público estimado está em 380.797, segundo a Saúde.
  • Na região Central, que compreende as asas Sul e Norte, Vila Planalto, lagos Norte e Sul, Varjão, Cruzeiro, Noroeste e Sudoeste/Octogonal, 21 salas de vacinas serão disponibilizadas para um total de 392.698 pacientes previstos.
  • Na região denominada Sudoeste, que atenderá 829.672 pessoas de Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Arniqueiras, Recanto das Emas e Samambaia, 24 salas de vacinação serão abertas.
  • No lado Oeste do DF (Ceilândia, Sol Nascente, Pôr do Sol e Brazlândia), 19 salas de vacina atenderão a 507.851 pacientes.
  • Planaltina, Sobradinho I e II e Fercal compõem a região Norte e terão à disposição 37 salas de vacina, para 355.006 moradores.
  • Os habitantes de Paranoá, Itapoã, Jardim Botânico, São Sebastião e Jardins Mangueiral terão 23 salas de vacina. A população estimada na região Leste do DF é 313.563, segundo a Secretaria de Saúde do DF.
0

De acordo com o cronograma, serão vacinadas 678.750 pessoas dos grupos prioritários. O Distrito Federal tem atualmente mais de 3 milhões de habitantes e, segundo o governo local, todos serão imunizados. Porém, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. Sem datas marcadas.

“Não temos hoje nenhuma vacina com pedido de licenciamento na Anvisa. Tudo depende agora da vacina. Precisamos que a vacina chegue, observar o volume que vamos receber”, disse a chefe do Núcleo Redes de Frio, Tereza Luíza Pereira.

Participaram da solenidade o secretário de Saúde, Osnei Okumoto; o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez; o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins; a médica substituta do subsecretário de Assistência Integral à Saúde, Arilene de Souza Luis; e a chefe do Núcleo de Redes de Frio, Tereza Luíza Pereira.

“O Ministério da Saúde é o órgão responsável pela distribuição. Cabe ao nosso governo elaborar o plano com todas as ações adotadas para atender a nossa população. Já temos um plano nacional estabelecido e o DF está agora divulgando o plano elaborado. Temos seringas suficiente aliadas às 330 milhões de vacinas que o Ministério da Saúde revelou estar comprando. Todas as fases de estocagem, transporte e armazenagem estão prontas para que possamos colocar em prática os nossos planos”, disse o Osnei Okumoto.

Veja como será o plano de vacinação:

0

Com as diretrizes, apresentadas em solenidade no Palácio do Buriti, o DF garante que adotará “todas as providências necessárias, em caráter de urgência, para vacinar a população residente do Distrito Federal”, em caso de declaração oficial de pandemia ou epidemia, como manda o decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha na segunda-feira (14/12).

A Secretaria de Saúde do DF tinha prazo de 30 dias para apresentar o plano, a partir da publicação do dispositivo legal em edição extra do Diário Oficial do DF (DODF).

A lei, que previa adoção e ampla divulgação do plano de vacinação foi aprovada na quinta-feira  da semana passada (10/12) pela Câmara Legislativa do DF (CLDF).

“Temos plena condição de organizarmos logística, usando toda a estrutura existente na rede pública, para implementarmos o programa de vacinação no DF. E é isso o que vamos fazer. No tempo mais curto possível, este planejamento será apresentado como estabelecido na lei sancionada”, declarou Ibaneis à coluna Grande Angular.

O deputado distrital Chico Vigilante (PT) é o autor da proposta que deu origem à norma sancionada pelo governador. O projeto de lei contou também com assinatura do presidente da CLDF, Rafael Prudente (MDB), e de Arlete Sampaio (PT).

Na semana passada, o secretário de Saúde Osnei Okumoto disse que o DF está preparado para receber e armazenar as doses de vacina. O gestor pontuou que a capital federal tem, em estoque, 2 milhões de seringas e agulhas. Segundo Okumoto, o GDF também iniciou um processo para compra de mais 4,8 milhões de insumos.

Plano nacional

O governo federal lançou a íntegra do Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus na última quarta-feira (16/12). O documento baliza as ações da campanha nacional, a compra de doses, as faixas etárias prioritárias e as regras de logística para distribuição de insumos aos estados e municípios.

O planejamento foi lançado após quase 10 meses de pandemia no Brasil e em meio a uma corrida mundial por doses da vacina. Para que o leitor entenda como a campanha será articulada, o Metrópoles preparou um guia com as principais informações sobre o plano.

Veja as principais medidas previstas no Plano de Imunização:

  • Número de pessoas: a imunização será feita em quatro grupos prioritários, que somam 50 milhões de pessoas.
  • Quantidade de doses: serão necessárias 108,3 milhões de doses de vacina, já inclusos 5% de perdas.
  • Grupos prioritários: trabalhadores da saúde, idosos (primeiro aqueles acima de 75 anos de idade e, depois, os acima dos 60 anos), pessoas com doenças crônicas (hipertensão de difícil controle, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, entre outras), professores, forças de segurança e salvamento, e funcionários do sistema prisional.
  • Compra de doses: segundo o plano, o governo federal já garantiu 300 milhões de doses de imunizantes contra a Covid-19, por meio de acordos.
  • Negociações em curso: segundo o documento, o governo negocia a compra de vacinas com seis laboratórios: Pfizer/BioNTech, Janssen, Instituto Butantan, Bharat Biotech, Moderna e Gamaleya.
  • Registro de vacinas: até agora, nenhum imunizante está registrado e licenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – etapa prévia obrigatória para que a vacinação possa ser realizada.
  • Termo de consentimento: as vacinas aprovadas para uso emergencial serão aplicadas somente mediante a assinatura desse documento. Com isso, quem receber a aplicação do imunizante terá de assumir o conhecimento dos estudos e possíveis efeitos colaterais do insumo. Isso mudará quando as vacinas obtiverem o registro permanente.
  • Coronavac: produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, este imunobiológico foi alvo de desentendimentos entre o governo federal e o de São Paulo. Agora, o Ministério da Saúde o incluiu no Plano Nacional de Vacinação.
  • Distribuição de doses: as vacinas produzidas no Brasil serão destinadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde fará a distribuição das doses aos estados e municípios.
  • Divisão: de acordo com o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, as doses serão distribuídas aos entes da Federação de forma “igualitária e proporcional”.
  • Armazenamento: segundo o governo, estão aptas a estocar a vacina uma central nacional, 27 centrais estaduais, 273 centrais regionais e aproximadamente 3.342 centrais municipais.
  • Salas de vacinação: serão aproximadamente 38 mil salas de imunização – em períodos de campanha, o número pode aumentar para 50 mil.
  • Prazo: o governo ainda não marcou uma data para o início da vacinação. Até o momento, estima-se que os grupos de maior risco para agravamento e de maior exposição ao vírus estariam imunizados ainda no primeiro semestre de 2021.

Últimas notícias