Corpo de mãe morta a facadas por filho no DF será enterrado nesta 5ª
Maria Elenice de Queiroz foi morta a facada dentro do próprio apartamento pelo seu filho na noite dessa terça-feira (20/1), no Guará (DF)
atualizado
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O corpo de Maria Elenice de Queiroz, 61 anos, será enterrado nesta quinta-feira (22/1) no cemitério Campo da Esperança na Asa Sul (DF). O velório será na capela 4, das 9h às 11h. O sepultamento ocorre em seguida.
A mulher foi morta a facadas dentro do próprio apartamento, no Guará (DF), pelo seu filho, Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, 23 anos, na noite dessa terça-feira (20/1).
O jovem assumiu para a avó ter cometido o crime: “Matei a minha mãe”.
Entenda o caso:
- Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, 23 anos, foi preso em flagrante por policiais militares do 4º BPM (Guará);
- Segundo a PM, ele estava sentado no sofá de casa quando os militares entraram no apartamento da família;
- O estudante demonstrou frieza perante os PMs. “A polícia subiu e, quando chegou na porta, deu de cara com o autor, tranquilo no sofá”, comentou o tenente Ricardo;
- Maria Elenice foi atingida com o golpe de faca na região do pescoço;
- “A vítima estava em parada cardiorrespiratória e não resistiu aos ferimentos”, informou o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF);
- O Instituto de Medicina Legal (IML) removeu o corpo da vítima às 23h50. O local passou por perícia;
- O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que investiga o caso.
Após ser preso, Vinicius de Queiroz não demonstrou culpa ou remorso ao ser interrogado. Ele contou até que já havia sonhado com o crime anteriormente.
O estudante de economia da Universidade de Brasília (UnB), de 23 anos, disse à delegada plantonista que agiu por “impulso”.
“Era uma pessoa normal”
Segundo a avó de Vinícius, que preferiu não ter o nome divulgado, o jovem enfrenta depressão profunda e era displicente com os medicamentos. “Passava alguns dias sem tomar”, disse.
“Era uma pessoa normal. Nunca teve discussão em casa com ninguém, nunca maltratou ninguém. Hoje foi um dia que ele passou até bem. Saiu do quarto, almoçou”, relembrou a avó.
Segundo ela, Maria Elenice de Queiroz chegou a casa por volta das 20h30, deixou a bolsa sobre a mesa da sala e foi ao quarto ver o filho, como era de costume.
“Aí eu ouvi uns gritos, depois de 1 minuto. Mas pensei que pudesse ser a menina do andar de baixo, que costuma gritar enquanto brinca com o irmão. Foi quando ele saiu do quarto e falou: ‘Eu matei a minha mãe, com uma faca’”, detalhou.
Ainda em choque, a mulher disse que gritou por ajuda e, em seguida, perguntou ao jovem: “Meu filho, para que você fez isso com a pessoa que mais te ama?”. E, de pronto, ele respondeu: “Ah, vó. Foi um surto”.












