Coronavírus: DF segue liderando ranking de isolamento social

Dados são do último domingo (12/04) e mostram que mais de 60% dos moradores da cidade obedeceram a quarentena

atualizado 14/04/2020 6:43

Os números não são os ideais, mas seguem mostrando que os moradores do Distrito Federal são os que mais obedecem o isolamento social para evitar o contágio do novo coronavírus. De acordo com dados de uma empresa de software, no último domingo (12/04), 63,39% dos habitantes da capital do país permaneceram em casa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que o índice deveria ficar perto dos 70%. O fato de ser um domingo, dia em que normalmente as pessoas circulam menos nas ruas, também ajuda. Na medição do dia anterior, sábado (11/04), 56,31% dos brasilienses não saíram de suas residências.

Confira o ranking do último domingo:

Ranking Dos Estados (2) by Leonardo Meireles on Scribd

Goiás também tem sido destaque na lista. Aparece em segundo lugar (63,28%), seguido de Amapá (62,32%), Espírito Santo (62,25%) e Santa Catarina (62,21%).

Dentro do DF, uma cidade chama atenção negativamente: Águas Claras. A região teve a primeira morte pela Covid-19 confirmada nesta segunda-feira (13/04). No mesmo dia, foi possível observar centenas de pessoas furando a quarentena. Muitos praticavam esportes ou brincavam com crianças em praças e áreas verdes. A cidade ocupa a segunda colocação em número total de pessoas doentes.

Lista

O ranking é baseado em um levantamento feito pela In Loco, empresa de software que usa a geolocalização de 60 milhões de dispositivos móveis em todo o Brasil. Os responsáveis garantem que somente a movimentação é disponibilizada, respeitando a privacidade dos usuários.

O governo federal faria uma iniciativa semelhante. O ministro Marcos Pontes, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), chegou a divulgar um vídeo em suas redes sociais no fim da semana passada, anunciando a parceria com as operadoras de celular. Nesta segunda-feira (13/04), porém, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou a ideia, alegando perigo à privacidade dos cidadãos.

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