Contratos são encerrados e Hran perde 200 profissionais da Saúde

Em 2020, a Secretaria de Saúde e o Iges contrataram mão de obra para reforçar o quadro de pessoal, mas período venceu

atualizado 04/01/2021 22:42

Pronto socorro do HRAN na pandemia do novo coronavirusIgo Estrela/Metrópoles

O fim dos contratos temporários de profissionais de saúde na rede pública coloca em risco o tratamento de pacientes com Covid-19 em Brasília.

De acordo com diagnóstico do Sindicato dos Médicos do DF (SindMédico-DF), o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência local na luta contra a pandemia, perdeu aproximadamente 200 profissionais temporários, incluindo médicos.

“O Hran está sem temporários, só tem médico na emergência. O nosso hospital de referência está um caos”, alertou.

Urgência

Para Fialho, a situação demanda uma solução urgente, especialmente com o novo aumento de infecções por Covid-19 e a ameaça da 2ª onda da pandemia.

Conforme levantamento do sindicato, o encerramento dos contratos também afeta o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Nestes casos, a entidade não calculou o número de perdas.

Em 2020, a Secretaria de Saúde e o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) contrataram temporariamente profissionais para suprir o déficit de pessoal e garantir tratamento na pandemia.

Enfermeiros

O Sindicato dos Enfermeiros do DF (SindEnfermeiro-DF) também diagnosticou a falta de pessoal nas UPAS e hospitais após o fim dos contratos temporários, mas não estimou o quantitativo das baixas.

“Tem o problema e nós estamos recebendo ligações e pedidos para a prorrogação dos contratos”, alertou a presidente do SindEnfermeiro, Dayse Amarilio.

“Já está prejudicando o atendimento dos pacientes. Está faltando gente nas escalas e sobrecarregando quem está”, assinalou.

Casos

Em 22 de dezembro de 2020, pacientes denunciaram o atraso e lentidão no tratamento de casos suspeitos de Covid-19 no Hran. Segundo eles, o hospital contava com apenas um médico na escala de fim de ano.

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Pouco dias depois, em 27 de dezembro, a falta de médicos comprometeu o atendimento na UPA de Ceilândia. Segundo denúncia, “todo atendimento, inclusive amarelo, laranja e vermelho” havia sido interrompido.

Outro lado

Do ponto de vista da Secretaria de Saúde, a denúncia do sindicato não procede. De acordo com a pasta, não há comprometimento do atendimento em função do fim dos contratos temporários.

“Em 2020, foram contratados 1.199 servidores efetivos pela SES. Hoje, o quadro é de mais de 5.200 profissionais”, pontuou a secretaria. A pasta ainda afirma estar se preparando para uma possível segunda onda de Covid-19.

Neste sentido, lançou, no início de dezembro, edital para contratação de 78 médicos temporários. Deste total, 52 assumirão de imediato e 26 ficarão no cadastro de reserva.

O Iges não confirmou ou negou a falta de profissionais em função do fim dos contratos temporário. Segundo o instituto, foram investidos R$ 48 milhões nas contratações.

“O Iges contratou 1.445 profissionais. Destes, 307 foram direcionados para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), 617 para o Hospital de Base e 521 para o Hospital de Santa Maria (HRSM)”, completou.

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