Consórcio de MG vai formular proposta de PPP do Shopping Popular

Fundadores da rede Uai Shopping são os únicos selecionados pelo GDF para preparar os detalhes da futura parceria

atualizado 21/01/2020 20:24

Shopping popularPedro Ventura/Metrópoles

O Shopping Popular está mais perto de passar por uma total reformulação: a Secretaria de Projetos Especiais (Sepe) do Governo do Distrito Federal (GDF) publicou no Diário Oficial (DODF), nesta terça-feira (21/01/2020), o resultado do chamamento público que lançou em novembro do ano passado.

O Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) representa o primeiro passo para definir os contornos da parceria que, depois, será oferecida à iniciativa privada. Em novembro passado, foi a Rodoviária do Plano Piloto e, em dezembro, os restaurantes comunitários que passaram por esta etapa.

No caso do shopping popular, um só consórcio está qualificado, formado pela Fundação Doimo e as empresas Uai Investimentos Infraestrutura Empreendimentos e Incorporações S/A e Mais Invest Empreendimentos e Incorporações S/A. As três entidades têm CNPJ de Belo Horizonte e têm em comum o mesmo presidente, Elias Tergilene, empresário do ramo de venda de móveis.

Elias é fundador da rede de shoppings populares Uai Shopping, com oito unidades no Amazonas, na Bahia, em Minas Gerais e Pernambuco e criador de um conceito empresarial lançado em 2013, chamado de “shopping favela”. Ele agora terá 90 dias para apresentar seus estudos técnicos, econômico-financeiros e jurídicos para a revitalização/modernização, manutenção e operação do Shopping Popular do DF.

Investidores

“Buscando a parceria com a iniciativa privada, vamos proporcionar a inclusão pelo desenvolvimento social, cultural e econômico, fornecendo produtos, serviços e atendimentos de qualidade de forma segura e rentável aos consumidores, lojistas e também aos investidores”, explicou o secretário de Projetos Especiais, Everardo Gueiros.

O shopping foi criado em 2008 para receber camelôs e ambulantes que comercializavam suas mercadorias no centro da cidade. São 1.595 boxes, divididos em quatro alas, onde as áreas destinadas à comercialização de alimentos estão localizadas nas extremidades da feira. Possui uma conveniência do Banco Regional de Brasília – BRB e um espaço reservado para outra instituição governamental.

Mas o essencial do movimento é provido pelo Detran-DF com seus 34 guichês de atendimento e seis vagas para vistoria, que ocupam boa parte dos 20 mil m² da área. Clientes e lojistas, por outro lado, se queixam com frequência da dificuldade de acesso pelo transporte coletivo e da localização distante do Plano Piloto e da Rodoviária.

A segunda fase do processo de PPP não tem custo para os cofres públicos. O edital prevê a possibilidade de ressarcimento dos estudos autorizados a serem realizados pelo consórcio mineiro, até o limite de 2,5% do valor total estimado para os investimentos necessários à implementação do empreendimento ou para os gastos necessários à operação e à manutenção do empreendimento durante o período de vigência do contrato, o que for maior. Mas o responsável pelo pagamento será o vencedor da licitação, quando  lançada.

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