Condenado por homicídio, ex-deputado Carlos Xavier é considerado foragido
A Justiça condenou o ex-parlamentar pela morte de um jovem de 14 anos e expediu o mandado de prisão na última terça-feira (6/10)
08/10/2026 07:21

Condenado a 14 anos e três meses de prisão por mandar matar um jovem de 16 anos, o ex-deputado distrital Carlos Xavier é considerado foragido da Justiça. O ex-parlamentar teve o mandado de prisão expedido na última terça-feira (6/10) pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. No entanto, não foi localizado pelos policiais.
Veja:
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), policiais fizeram diversas diligências nos endereços de Carlos Xavier, mas ele não foi encontrado. Por isso, o político é considerado oficialmente foragido.

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Ver todasA condenação de Carlos foi feita 10 dias antes do 1° turno. Xavier teve a prisão adiada porque concorria a um cargo na Câmara Legislativa do DF nas eleições de 2026.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA sentença seguiu o Código Eleitoral, que impede a detenção de candidatos nos 15 dias que antecedem o pleito e nas 48 horas seguintes à votação, prazo encerrado na terça-feira.
Durante o primeiro turno das eleições de 2026, no domingo (4/10), Carlos Xavier chegou a receber pouco mais de 1,8 mil votos.
O Metrópoles tenta contato com a defesa de Carlos Xavier. O espaço segue aberto para manifestações.
Adão Xavier
Nome forte na política do Distrito Federal na década de 1990, Carlos utilizava o nome de Adão Xavier e exerceu três mandatos como deputado distrital. Ele foi eleito em 1994, 1998 e 2002, pelo PPB e pelo PSD.
Durante a atuação na Câmara Legislativa, foi autor da Lei nº 893, de 1995, que instituiu o Dia do Evangélico no calendário oficial do Distrito Federal. A data é celebrada em 30 de novembro.
Condenação
O ex-deputado foi condenado a 14 anos e 3 meses de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado de Ewerton da Rocha Ferreira, 16 anos, em março de 2004.
O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade do crime e a autoria ou participação do réu, afastando a possibilidade de absolvição, e reconheceu a qualificadora sustentada pela acusação, em virtude de a vítima ser um adolescente.
“A vítima era adolescente. A pouca idade justifica o desvalor das consequências. Por fim, não há provas seguras de que o comportamento da vítima concorreu para o fato”, diz a sentença.
Participaram do julgamento oito testemunhas – entre as quais, os pais de Ewerton, a ex-esposa do condenado, delegados da época do crime e o ex-diretor da Polícia Civil do DF Laerte Bessa. O ex-deputado foi o último a ser ouvido no Fórum do Recanto das Emas.
Segundo a acusação, Xavier acreditava que o jovem mantinha relacionamento com a esposa dele e decidiu encomendar o crime. O ex-parlamentar teria desembolsado R$ 15 mil pela execução do adolescente.
O corpo de Ewerton foi encontrado com marcas de tiros de revólver atrás de uma parada de ônibus no Recanto das Emas. Na época do crime, Xavier era casado havia 14 anos e, segundo os autos, suspeitava de que a esposa mantinha relacionamentos extraconjugais com adolescentes, entre eles, a vítima do crime.












