
Concluído há 12 anos, Centrad começa a ser ocupado por secretarias do GDF.
Inicialmente, 30% do prédio será ocupado. Segundo a governadora Celina Leão, ocupação do Centrad trará economia de R$ 168 milhões

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), começou oficialmente, nesta sexta-feira (4/9), a ocupação do Centro Administrativo do Distrito Federal (CADF), conhecido como Centrad, estrutura construída há 12 anos para abrigar os serviços públicos da capital. Celina afirmou que o uso do novo complexo vai gerar economia de R$ 168 milhões aos cofres públicos.
Inicialmente, 30% do prédio será ocupado com ao menos seis secretarias, entre elas a de Obras, que começou a mudança.
“Nós vamos economizar R$ 168 milhões por ano. Que vai virar, com certeza, políticas públicas importantes para outras áreas, como a área da saúde. E trazer aqui para essas três cidades que fazem aqui, né, fronteira aqui com nosso centro administrativo de desenvolvimento”, disse durante a assinatura do termo de ocupação.
A governadora frisou que não houve compra de mobiliário para ocupação do Centrad, já que o objetivo é economizar recurso público, e afirmou que serão construídas infraestruturas específicas para os servidores no local, como academia e restaurante.
A governadora comemorou o feito, ressaltando que conseguiu entregar o projeto que nenhuma gestão anterior concluiu, além de destacar o impacto econômico positivo para as três regiões administrativas vizinhas ao Centrad, como Taguatinga, Samambaia e Ceilândia. Celina explica que a ida de servidores para uma das regiões administrativas deve também ajudar no fluxo do trânsito.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA transferência dos órgãos públicos, contudo, não ocorrerá de forma imediata, com início de apenas 30% da capacidade. A governadora explicou que os trabalhos para viabilizar a ocupação integral continuam em andamento.
“Nós tínhamos algumas dificuldades sobre a ocupação de 100% do centro administrativo. Nesse primeiro momento, nós conseguimos ocupar 30% de forma legalizada, com o Habite-se, e com todo impacto no transporte público”, disse Celina.

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O anúncio de ocupação do Centrad, por parte da governadora Celina Leão, ocorreu no início de junho, com a intenção de gastar até R$ 1,8 milhão em cada um dos cinco blocos. Na época, ela afirmou ao Metrópoles que os primeiros órgãos a ocupar o espaço seriam: Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Secretaria de Obras (SODF), Casa Civil e Casa Militar.
Construído há pouco mais de 10 anos, o Centrad foi criado para se tornar o principal centro administrativo do GDF, reunindo diversas secretarias e órgãos em um único espaço. No entanto, apesar de entregue em 2014, nunca foi inteiramente ocupado pelo poder público.
O empreendimento enfrentou longa trajetória, marcada por entraves jurídicos, questionamentos contratuais e disputas judiciais envolvendo os custos da obra e pagamentos pendentes. Durante anos, o espaço permaneceu subutilizado enquanto o governo discutia soluções legais e financeiras para viabilizar sua ocupação definitiva.
Enquanto estava de portas fechadas, com poeira acumulando pelos corredores e infiltrações nos tetos, o Centro Administrativo do Distrito Federal chegou até a ser atingido por tiros.
Além da redução de custos, para o GDF, a ocupação do Centrad deve impulsionar a movimentação econômica de Taguatinga, com aumento do fluxo de servidores, visitantes e serviços no entorno do complexo administrativo.

























