Comissão da OAB-DF denuncia caso de cavalo pintado à polícia
Como revelou o Metrópoles, o animal foi usado como “tela de pintura” durante colônia de férias na Sociedade Hípica de Brasília
atualizado
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O caso do cavalo usado como “tela de pintura” por crianças em uma colônia de férias na Sociedade Hípica de Brasília, revelado pelo Metrópoles nesse domingo (22/7), foi denunciado à polícia. Ana Paula Vasconcelos, membro da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal (OAB/DF), afirmou ter registrado ocorrência na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (Dema) na tarde desta segunda-feira (23).
Nesta manhã, o cavalo ainda estava com cores que lembram a prática pedagógica realizada na última semana. O Metrópoles esteve no local. No entanto, a escola estava fechada. De acordo com a direção, as atividades do estabelecimento iniciam sempre às terças-feiras.
A foto do cavalo completamente pintado foi divulgada no domingo e gerou revolta nas redes sociais. Protetores dos animais avaliaram a situação como maus-tratos. Os responsáveis pela colônia de férias informaram que o objetivo era “aproximar as crianças dos bichos e tirar o sentimento de medo”. A tinta usada não era tóxica aos humanos nem ao equino.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) esteve na escola na manhã de domingo (22) e notificou os responsáveis. Ana Paula conta ter recebido a foto na sexta-feira (20) e, inicialmente, especulou se o caso teria ocorrido em Águas Lindas de Goiás. “Depois, confirmamos ter sido na hípica. Lá, eles disseram se tratar de uma atividade lúdica, que o cavalo era um animal resgatado e acompanhado por veterinários”, relatou a advogada.
https://www.facebook.com/anapaula.vasconcelos.562/posts/2018046281550199
Os organizadores da colônia terão de apresentar o programa pedagógico da atividade – o documento passará por análise para uma posterior tomada de decisão sobre eventual autuação. Os responsáveis serão ouvidos durante esta semana. O animal foi limpo no decorrer da abordagem dos fiscais.
A Polícia Civil tomou conhecimento do caso durante o fim de semana, mas entendeu que se tratava de uma atividade lúdica, assim como o Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Os fiscais não notificaram a empresa. Segundo o órgão, não foram identificados maus-tratos e o cavalo estava em boas condições.
