Comissão da CLDF e OAB fiscalizam Iges e não encontram irregularidades em vacinação

Os órgãos de fiscalização não comprovaram denúncia de "fura-filas" na imunização da Covid-19 em hospitais como o Base e de Santa Maria

atualizado 26/01/2021 22:41

Vacina contra o coronavírusGustavo Moreno/Especial Metrópoles

Instituições que acompanham o processo de vacinação contra a Covid-19 nas unidades do Instituto de Gestão Estratégica (Iges-DF) relataram, nesta terça-feira (26/1), não terem encontrado irregularidades no processo de imunização.

De acordo com integrantes da Comissão Especial da Vacina da Câmara Legislativa (CLDF) e a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Distrito Federal (OAB-DF), denúncias como as de “fura-filas” em hospitais como o de Base e o de Santa Maria não foram confirmadas.

No dia 20 de janeiro, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) cobrou explicações da Secretaria de Saúde sobre servidores que não integram o grupo prioritário de vacinação de Covid-19, mas que acabaram contemplados com a aplicação da Coronavac pela pasta.

Os órgãos que fizeram a fiscalização também receberam denúncias e foram verificar. As reclamações anônimas têm chegado à CLDF e à OAB desde o início da campanha de imunização. Parte delas aponta que, nas unidades administradas pelo Iges-DF, estaria ocorrendo “fura-filas”, ou seja, profissionais que não pertenceriam ao primeiro grupo priorizado para ser imunizado estariam recebendo a vacina antes dos colaboradores que estão na linha de frente de combate à pandemia.

A diretoria do Iges-DF rebateu as denúncias. Segundo o instituto, as unidades administradas por ele seguem o plano estabelecido pelo Ministério da Saúde, disponibilizando todos os dados aos órgãos de controle. Ainda de acordo com o Iges, sua própria Controladoria Interna tem acompanhado o processo de vacinação.

Nota

A Controladoria Interna do Iges-DF emitiu circular sobre o tema, na qual destaca que o instituto “repudia qualquer tipo de favorecimento indevido em decorrência do cargo em que o funcionário ocupa, para si ou para terceiros, consoante o que dispõe o Código de Ética e Conduta, sob pena de responsabilização após a devida apuração dos fatos”.

O Iges ressaltou que o plano de vacinação da Secretaria de Saúde do DF foi pensado para priorizar aqueles que estão mais suscetíveis aos riscos de contaminação e que será seguido à risca. “O ato de ‘furar a fila’ do plano de vacinação pode deixar de fora um colaborador que atua na linha de frente de combate ao vírus”, destaca a circular emitida pela Controladoria Interna do instituto.

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