Comerciantes aproveitam Dia de Finados para aumentar vendas

Flores, velas e garrafinhas de águas são os itens mais procurados entre as pessoas que visitam o cemitério de Taguatinga

atualizado 02/11/2019 13:33

Iana Caramori/Metrópoles

Fora do Plano Piloto, o cemitério de Taguatinga também recebe milhares de pessoas que prestam homenagens a entes queridos que já faleceram. As famílias carregam em mãos velas e flores, muitas delas compradas com comerciantes na entrada no local. A alta demanda do Dia de Finados anima ambulantes, que aproveitam para aumentar as vendas e garantir um início de mês mais tranquilo.

Heleno Galvão tem um quiosque no cemitério, onde vende os acessórios para homenagear os jazigos. “Hoje está até complicado”, conta sobre o grande entra e sai da loja. O comerciante está há 40 anos no local e conta que o movimento na data é sempre grande. “Tem muita expectativa [sobre as vendas]”, afirma.

As velas são vendidas a R$ 3 em uma caixinha com seis unidades, enquanto o valor das flores varia de acordo com o tamanho: podem custar entre R$ 5 e R$ 15.

Com o calor forte deste sábado (02/11/2019), quem não estava preparado recorreu também aos vendedores de água que se posicionaram ao redor do cemitério. Enquanto alguns reclamam da competição, outros comemoram as boas vendas. As garrafinhas custam, em sua maioria, R$ 2.

Patrícia Gomes, 38, é vendedora ambulante há alguns anos e diz que o movimento é sempre bom. especialmente nas datas comemorativas. “Sempre foi bom de venda. Todo ano dá um dinheirinho legal”, afirma. “A água que trouxe já acabou. Agora restam as velas e as flores”, emendou.

Trânsito calmo
Quem quiser visitar o túmulo de alguém querido, não deve pegar um trânsito intenso nas proximidades do cemitério, mas pode demorar a conseguir uma vaga mais próxima. No início da tarde, a maioria dos espaços estavam preenchidos.

Com o arrefecimento da crise econômica que atingiu o Brasil a partir de 2015, José Maria Alves, 60 anos, comemora uma melhora na segurança de quem faz negócios na região.

“Antes, eram muitos vândalos. Agora está mais organizado”, contou. Ele e a esposa, Maria de Jesus Rocha, 52, vão ao cemitério todos os anos no Dia de Finados para prestar homenagem aos parentes, acendendo velas e cuidando dos jazigos.

Os cuidados dos túmulos dos pais de Maria Pereira, 67, ficam a cargo da família. “Lá é onde vai ficar o resto da família, então estamos sempre cuidando”, conta a costureira. “A gente cuida, pinta. Meu sobrinho vem pintar na próxima semana”, contou. Ir ao cemitério é a maneira de matar a saudade dos parentes. “É uma lembrança. Nós não vemos mais eles”, explica.

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