Com tornozeleira, Pâmela Pantera fazia vídeos eróticos mediante PIX

Popular na internet, a atriz pornô acumula mais de 123 milhões de acessos distribuídos por 230 vídeos hospedados em um site especializado

atualizado 23/07/2021 10:18

mulher nua de tornozeleiraReprodução

A prisão domiciliar e o uso de tornozeleira eletrônica não esfriaram as sessões de sexo negociadas pela garota de programa Flávia Tamayo, mais conhecida como Pâmela Pantera. Famosa no mundo pornô, a mulher aproveitou o período da pandemia provocada pela Covid-19 para diversificar seus negócios. No cardápio de novidades, está conteúdo erótico produzido virtualmente para clientes fidelizados.

Quem quiser fazer uma videochamada com a ex-capa das revistas Playboy e Sexy precisa fazer uma transferência via PIX. Diariamente, os dados são expostos pela prostituta. Os valores variam de acordo com o tempo e a performance desempenhada pela Pantera. A estrela da indústria de filmes eróticos voltou à cena após ser condenada a oito anos de prisão pelo crime de tráfico de drogas e associação, conforme revelou o Metrópoles nessa quinta-feira (22/7).

Mesmo com a tornozeleira, Pâmela Pantera não deixou de fazer programas  e filmar cenas de sexo para alimentar seu canal hospedado em uma plataforma digital especializada em vídeos do gênero. Popular na internet, a atriz pornô acumula mais de 123 milhões de acessos distribuídos por 230 vídeos. O canal conta com pouco mais de 90 mil inscritos, e novos conteúdos são postados com frequência.

90 dias

O Metrópoles apurou que a garota de programa usou a tornozeleira entre 18 de setembro e 17 de dezembro do ano passado. Durante o período de quase 90 dias, Pantera manteve cheia sua agenda de programas e produções eróticas. Em um dos vídeos, é possível ver a performance da atriz em que o dispositivo de monitoramento não atrapalha, em nada, as cenas quentes protagonizadas por ela.

Em outro produto feito para os fãs, a garota de programa oferece uma espécie de assinatura digital, que precisa ser paga mensalmente, em forma de boleto ou transferência bancária. Quem investe R$ 49 mensais ganha o direito de participar de um grupo no Telegram no qual é postado, diariamente, conteúdo sexual exclusivo.

Tráfico de drogas

Conhecida nacionalmente após ter sido presa durante operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Pantera foi condenada a oito anos de prisão pelo crime de tráfico de drogas e associação. A estrela da indústria de filmes eróticos foi alvo da ação que desmantelou um esquema de tráfico de drogas conduzido por uma organização criminosa formada por prostitutas.

Pantera chegou a ficar presa no Espírito Santo entre junho e setembro do ano passado e, após ser transferida para o DF, passou a usar tornozeleira eletrônica em prisão domiciliar durante a instrução do processo penal. A Justiça determinou que ela cumpra a pena em regime semiaberto. No entanto, ainda cabe recurso da decisão.

As investigações conduzidas pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) apontaram que a atriz pornô e seu bando eram especializados em realizar a venda e distribuição de entorpecentes, principalmente drogas sintéticas e cocaína, a clientes de alto poder aquisitivo do DF.

Capa de revistas masculinas famosas, como a Playboy – edição publicada em Portugal – e a Sexy, a atriz de películas produzidas pela franquia Brasileirinhas oferecia uma espécie de cardápio sexual aos clientes mais assíduos. Os preços mais sofisticados sempre eram acompanhados de carreiras de pó.

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Prisão

Flávia Tamayo acabou presa pela Polícia Civil do Espírito Santo, que deu continuidade à Operação Rede, realizada em junho pela PCDF, quando mais de 200 policiais cumpriram 37 mandados de busca e apreensão e prisão.

De acordo com a Polícia Civil, logo após ser dada voz de prisão, a mulher quis chamar a atenção de clientes do hotel, fazendo um escândalo. A corporação detalha que, aos berros, Flávia tentou tirar a própria roupa, sendo impedida pelos agentes que atuavam na apreensão.

Com a jovem, foi apreendida pequena quantidade de droga para consumo próprio, um valor não divulgado de dinheiro em espécie e um celular.

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Operação Rede

As investigações que embasaram a operação coordenada pela PCDF duraram dois anos. Durante a ação deflagrada em junho, policiais da 5ª DP apreenderam grande quantidade de cocaína, lança-perfume, além de arma de fogo e munições. As mulheres negociavam programas sexuais regados a pó para uma clientela seleta.

À época, no DF, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em Águas Claras, Candangolândia, Setor Hoteleiro Norte, Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Planaltina, Brazlândia, Lago Norte e Goiânia (GO). Entre os alvos da operação, havia um terceiro grupo, especializado na distribuição de drogas na região central de Brasília.

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