Com retrato feito por IA, influencer tenta encontrar mãe biológica

Influenciadora com mais de 90 mil seguidores publicou apelo nas redes e busca mulher chamada Rita, que deu à luz em 1988, em Taguatinga

atualizado

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1 de 1 mae-biologica - Foto: Arquivo pessoal

Após anos em busca de respostas sobre a própria origem, a influencer Marta Medeiros, de 37 anos, natural de Taguatinga (DF)  publicou um apelo onde procura pela mãe biológica, que ela conhece apenas como Rita. A brasiliense, que hoje mora no Espírito Santo, e acumula mais de 90 mil seguidores nas redes sociais, compartilhou um retrato feito por inteligência artificial, produzido com a ajuda de um detetive, que mostra como a mulher poderia estar atualmente.

Buscas em Brasília

Nascida em 9 de outubro de 1988, em Brasília, Marta foi entregue ainda recém-nascida à família adotiva no Hospital Regional de Taguatinga, em um processo informal — prática comum à época, mas que hoje dificulta a localização de registros oficiais.

“Meu pai adotivo era infértil e minha mãe adotiva sempre quis ter uma menina. Chegaram a fazer campanhas de oração na igreja para conseguir engravidar, acreditando em um milagre. Por isso, todos sabiam do sonho dela. Do outro lado, minha mãe biológica era cobradora de ônibus e teria sido vítima de um estupro de um motorista que trabalhava com ela e não queria conviver com o fruto disso. Foi assim que uma amiga fez a ponte entre elas”, relatou Marta ao Metrópoles.
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Os pais adotivos, hoje com 62 e 78 anos, não podiam ter filhos e a receberam ainda bebê. Dois anos depois, em 1990, a família se mudou para o Rio de Janeiro em busca de melhores condições de vida.

Em 1995, após a separação dos pais, Marta foi levada pelo pai para Minas Gerais, onde passou a viver sob os cuidados de uma tia, enquanto a mãe adotiva teria se mudado para o Espírito Santo para tratamento de saúde.

Na adolescência, Marta retomou o contato com a mãe adotiva e, anos mais tarde, já adulta, decidiu se mudar para o Espírito Santo. Desde 2013, vive em Guarapari, onde cuida da mãe.

A vontade de entender a própria história, no entanto, sempre esteve presente — e se intensificou nos últimos anos. “Não é sobre cobrança ou julgamento. É sobre entender minha origem, saber de onde eu vim, se tenho traços parecidos com alguém. São perguntas que nunca foram respondidas”, afirma.

Busca pelas origens

Há cerca de cinco anos, Marta iniciou uma busca mais ativa pela mãe biológica. Ela voltou a Brasília, procurou cartórios, tentou acessar registros no hospital onde nasceu e chegou a entrar na Justiça, mas não obteve sucesso. Como foi registrada diretamente pelos pais adotivos, não há documentos que indiquem o vínculo com Rita.

O único dado que possui sobre a mãe biológica é o primeiro nome, que conseguiu a partir de buscas informais. Em uma das tentativas, Marta chegou a localizar um possível endereço antigo. Ao ir até o local, uma moradora informou que, de fato, uma mulher chamada Rita já viveu ali, mas não soube fornecer o nome completo nem outras informações que ajudassem a identificá-la.

A decisão de ampliar a busca veio recentemente, após uma conversa com amigas sobre adoção. Incentivada por uma história semelhante — em que um familiar conseguiu encontrar parentes biológicos com ajuda profissional —, Marta procurou um detetive.

A estratégia foi criar, por meio de inteligência artificial, uma projeção de como a mãe biológica poderia estar atualmente. A imagem passou a ser divulgada nas redes sociais junto com a história de Marta, na tentativa de alcançar alguém que reconheça a mulher.

A influenciadora pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre uma mulher chamada Rita, que possa ter dado à luz em 1988 no Hospital Regional de Taguatinga, em Brasília, entre em contato por meio do telefone: (27) 99267-7272.

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