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Devido às manifestações pró e anti-Lula marcadas para quarta-feira (4/4), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará habeas corpus pedido pela defesa do ex-presidente da República, o gramado central da Esplanada dos Ministérios será dividido por cercas.

A interdição irá desde a Catedral até o limite com a Alameda dos Estados. Serão utilizadas duas fileiras de grades vazadas da Polícia Militar, com cerca de 1,2m de altura. No espaço entre elas, PMs ficarão posicionados a fim de evitar contato entre os dois lados. A partir da 0h, as vias S1 e N1 ficarão fechadas para o trânsito de veículos.

A medida foi anunciada pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP) e as forças policiais, após reunião com representantes de movimentos sociais que têm atos marcados para a quarta em Brasília.

Os organizadores de tais coletivos estimam que o evento deve reunir cerca de 20 mil pessoas. Do lado norte, voltado para a via N1, ficará o grupo a favor da aprovação do habeas corpus preventivo de Lula.

Do lado oposto, próximo à via S1, ficará a aglomeração contrária à aprovação. Em cada lado serão permitidos até três carros de som devidamente cadastrados. Os organizadores deverão enviar com antecedência à SSP cópia dos documentos dos veículos e da carteira de habilitação dos motoristas.

Será proibida a entrada de uma série de itens nos locais dos atos, entre eles fogos de artifício, sprays, bonecos infláveis grandes e produtos inflamáveis. Haverá linhas de revista da Polícia Militar antes da entrada ao gramado, próximo à Catedral.

Informações aos motoristas
Os dois lados da Esplanada dos Ministérios ficarão interditados para veículos, da altura da Catedral até o Balão do Presidente, na via L4 Sul. O fechamento será feito pela Polícia Militar, a partir de meia-noite, e as pistas serão liberadas somente após a dispersão total do público.

As principais alternativas para circulação são as vias que passam atrás dos ministérios, S2 e N2, além das avenidas L2 Norte e L2 Sul.

 

Julgamento decisivo no STF
Dentro do Supremo Tribunal Federal, os 11 ministros da Corte vão se debruçar sobre um tema que tem sacudido o mundo político: a possibilidade de Lula ser preso imediatamente após o julgamento. Além de definir o futuro do líder das pesquisas eleitorais para a Presidência, o tribunal pode abrir um precedente capaz de afetar milhares de condenados em todo o país.

Com o indeferimento dos embargos de declaração do petista no último dia 26, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), a análise do Supremo é a última esperança de Lula para suspender a execução da pena de 12 anos e 1 mês à qual foi condenado, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá (SP).

Às vésperas do julgamento, aumenta o turbilhão de pressões sobre a Corte, que, independentemente do resultado da sessão, deve ser alvo de uma chuva de críticas.

Na intenção de pressionar o Supremo, manifestantes preparam atos em todo o país. Já no último domingo (1º/4), a sede do tribunal foi coberta por faixas cheias de críticas. A maior dizia: “1º de abril. Feliz dia do STF”. (Com informações da SSP)

Hugo Barreto/Metrópoles

Grades em volta do STF: tensão na Corte

 

 

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