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Distrito Federal

Com perna em carne viva, mulher espera por 9h para ser atendida na UPA

Familiares destacam que a perna tinha cheiro forte de carne podre. Mesmo com pulseira laranja, que indica urgência, atendimento demorou 9h

08/05/2023 21:35, atualizado 08/05/2023 21:44
Imagem cedida ao Metrópoles
Com perna em carne viva, mulher espera por 9h para ser atendida na UPA

Com a perna em carne viva, Valmira Nascimento Pereira, 51 anos, ficou quase nove horas aguardando atendimento e medicamento na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), em Ceilândia. “Minha mãe estava gritando de dor, só conseguiu a morfina horas depois”, disse a filha Rosângela Nascimento, 35 anos.

De acordo com a filha de Valmira, a paciente teria chegado à unidade de saúde em uma ambulância, com uma pulseira da cor laranja, que significa urgência pelos protocolos da Secretaria de Saúde. Familiares afirmam que o cheiro próximo ao ferimento era forte, como um odor de putrefação

Veja o estado da perna. Imagens fortes:

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Valmira ficou nove horas esperando por atendimento
Familiares afirmam que o cheiro perto era forte, como um odor de putrefação
Recebeu apenas morfina e insulina até o atendimento por após nove horas
Ela chegou na UPA de ambulância e reclamando de dor
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Valmira ficou nove horas esperando por atendimento
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Valmira ficou nove horas esperando por atendimento

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Familiares afirmam que o cheiro perto era forte, como um odor de putrefação
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Recebeu apenas morfina e insulina até o atendimento por após nove horas
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Recebeu apenas morfina e insulina até o atendimento por após nove horas

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Ela chegou na UPA de ambulância e reclamando de dor
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Ela chegou na UPA de ambulância e reclamando de dor

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Ainda assim, Rosângela contou que só foi recebida pelos médicos após quatro horas e quando mostrou as fotos e os vídeos. “Aí ele falou que minha mãe precisaria ficar internada”, disse.

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Segundo a família, nas nove horas antes do atendimento, Valmira só recebeu morfina e insulina. Ela teria ficado deitada em uma maca, enquanto aguardava atendimento.

O ferimento de Valmira teria iniciado há um ano, que com a diabetes teria piorado. Uma das pernas dela já foi amputada e, segundo Rosângela, esse fato dificultava que a mãe confiasse em hospitais para buscar ajuda. “Ela só concordou hoje, quando chegou no seu limite”.

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De acordo com a família, ela não estava conseguindo fazer um tratamento. “A falta de condição financeira para comprar alimentos é muito difícil. Até o posto de saúde fornece pouco material e aí sai do nosso bolso”, alegou a filha.

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal confirmou que a paciente deu entrada às 9 horas. No entanto, o Iges – responsável pela gestão das Upas – alegou que ela foi prontamente atendida, sendo solicitada a internação.

Segundo o instituto, a paciente segue estável, internada, e aguardando parecer da cirurgia vascular.

O Iges acrescenta que está à disposição para demais esclarecimentos e ressalta que está prestando toda a assistência necessária para a sua recuperação.

Veja a resposta completa do Iges:
O IgesDF informa que a paciente V. N. P deu entrada na unidade nesta segunda-feira, 8 de maio, às 9h. A paciente foi prontamente atendida e foi solicitada a internação devido à patologia.

A paciente segue estável, internada, e aguardando parecer da cirurgia vascular.

O Iges acrescenta que está à disposição para demais esclarecimentos e ressalta que está prestando toda a assistência necessária para a sua recuperação.