Com indefinição de Reguffe, União Brasil avisa: “Partido não tem dono”

Sigla diz que confia a Reguffe a posição de candidato, mas ressalta que "nenhuma campanha ou partido são feitos de uma única pessoa"

atualizado 05/08/2022 11:02

José Antônio Reguffe lança candidatura ao GDFGustavo Moreno/Metrópoles

Após o vai e vem da candidatura do senador José Antônio Reguffe ao Governo do Distrito Federal (GDF), o União Brasil divulgou, nesta sexta-feira (5/8), nota se posicionando sobre o assunto. No texto, assinado pelo presidente Manoel Arruda, a sigla diz que confia a Reguffe a posição de candidato ao Buriti, mas ressalta que “nenhuma campanha ou partido são feitos de uma única pessoa ou liderança”.

A manifestação do partido ocorre após o senador informar à coluna Janela Indiscreta, do Metrópoles, que, se não tiver total controle sobre sua candidatura, não disputará a eleição. “Sem autonomia total, não vou. A qualquer preço, não serei candidato.”

Leia abaixo a nota na íntegra:

“O partido União Brasil sempre teve o objetivo de ter um nome próprio para concorrer ao governo, e nós vimos em Reguffe uma alternativa real e viável para investir no crescimento do DF.

Os compromissos feitos com ele durante a filiação foram cumpridos da nossa parte. Confiamos a Reguffe a posição de candidato ao Governo do DF pelo União Brasil e demos a ele a opção de indicar e auxiliar o partido na escolha de alguns membros da chapa e alianças. Porém, nenhuma campanha ou partido são feitos de uma única pessoa ou liderança. Um partido não tem dono; ele é resultado da união de pessoas que acreditam no mesmo ideal. A união não é feita apenas de um lado.

Defendemos a diversidade e uma gestão participativa, e vamos continuar lutando por uma política que não busca interesses isolados. Queremos uma campanha transparente e que une diferentes vozes, pessoas e projetos.”

Convenção

Após diversas idas e vindas em relação à candidatura ao GDF, o senador José Antônio Reguffe compareceu à convenção regional do União Brasil, na noite de quinta-feira (4/8) e, mesmo com clima de festa, não confirmou se disputará o pleito em outubro deste ano. Aos correligionários ele destacou que quer “conversar amanhã [sexta-feira] com calma e com outros partidos para tomar a decisão final”.

“Quando a gente assume compromisso na vida, é para sempre. Só vale a pena fazendo o certo, fazendo o que a população precisa e merece”, disse Reguffe, frustrando apoiadores que já davam como certa sua candidatura.

Idas e vindas

Horas antes de adiar, mais uma vez, a decisão sobre a disputa pela cadeira no Palácio do Buriti, Reguffe rebateu o próprio partido. Embora a legenda tenha confirmado, no meio da tarde, o nome do senador na disputa ao GDF, o congressista afirmou que só entraria na corrida eleitoral se tivesse controle total sobre sua candidatura. “Sem autonomia total, não vou. A qualquer preço, não serei candidato”, frisou.

No mesmo dia, Reguffe novamente manifestou sua insatisfação com o partido. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar disse que o União Brasil dificultava a candidatura dele ao cargo majoritário. “Eu entrei na política por um ideal. Me foi oferecido também ser candidato a deputado. Acho que eu seria muito bem votado, mas não serei [candidato]. Neste momento, serei candidato a governador ou a nada. E, pelo visto, a nada”, afirmou, na ocasião.

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