Com fratura exposta, mulher tenta cirurgia há 15 dias no Hospital de Base
Samira Pimentel teve fratura exposta no tornozelo direito e aguarda cirurgia para colocar os pinos necessários e receber alta

Há 15 dias, a paciente Samira Pimentel, 36 anos, está internada no Hospital de Base aguardando uma cirurgia ortopédica que já foi remarcada duas vezes. Ela sofreu uma fratura exposta no tornozelo e precisa que pinos e placas sejam colocados no local, mas já não dão mais previsão para o procedimento.
A cirurgia para a reconstrução do local foi feita no dia 5. Na época, foi dito a Samira que já no dia 6, terça-feira, ela iria tirar os ferros de contenção na perna para poder ir embora. “Naquele dia só tomei café da manhã e fiquei esperando até 22h sem comer nem beber água. Foi quando apareceu a enfermeira dizendo que não iam poder fazer e me deu o jantar”, conta.
Após sucessivas reclamações dela e de outros pacientes que também aguardam há dias por uma cirurgia ortopédica, houve a promessa de que haveria um mutirão no último dia 13, o que também não ocorreu. “Sempre é uma nova história para explicar. Desta vez, disseram que são três médicos e dois entraram de férias ao mesmo tempo”, reclama.
Com um filho de 6 anos que chora todos os dias de saudade, Samira diz temer que a Covid-19 acabe chegando ao quarto dela. “Aqui no Base tem um andar inteiro só com isso. Alguém que foi lá pode passar aqui e deixar a doença conosco. Pessoal não leva em consideração isso”, lamenta.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFNo mesmo quarto de Samira ainda tem uma mulher que aguarda há 20 dias uma cirurgia na perna. No caso dela, o procedimento foi marcado para a próxima semana.

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Procurado, o Instituto de Gestão Estratégica do DF (Iges-DF) não havia informado o motivo da demora das cirurgias até a publicação da matéria. O espaço permanece aberto.






