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Eleições 2026Distrito Federal

Com Alckmin, Grass reúne esquerda e reforça "campanha na rua e nas redes"

Candidato ao GDF, Leandro Grass (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) visitaram a Feira Central de Ceilândia (DF)

07/10/2026 14:53, atualizado 07/10/2026 15:38
Vinícius Schmidt/Metrópoles (@vinicius.foto)
Com Alckmin, Grass reúne esquerda e reforça “campanha na rua e nas redes”

Para virar as urnas no segundo turno no Distrito Federal e no Brasil, a esquerda mobilizou partidos aliados e parlamentares da esquerda eleitos no primeiro turno para uma campanha intensa nas ruas e redes sociais. A ideia é somar os esforços do tradicional corpo a corpo com postagens estratégicas e com potencial de viralizar nas redes sociais. Seguindo essa tática, o candidato ao GDF Leandro Grass (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) visitaram a Feira Central de Ceilândia (DF), na manhã desta quarta-feira (7/10).

“Segundo turno é uma nova eleição. Eu fui constituinte e nós pusemos na Constituição a necessidade de segundo turno. Quando alguém obtém mais de 50% dos votos válidos, acabou a eleição. Quando não tem 50%, tem um segundo turno para ter governo de maioria, que é uma nova eleição. Nós estamos muito confiantes, a diferença é pequena, houve uma abstenção muito grande e acho que a gente tem uma boa expectativa”, comentou Alckmin.

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Alckmin reforça campanha nas ruas para o segundo turno
Alckmin e Leandro Grass visitaram Feira de Ceilândia
Alckmin faz foto com apoiadora
Alckmin em visita à feira
Alckmin e Leandro Grass em corpo a corpo com apoiadores
Alckmin visitou feira de Ceilândia com Leandro Grass
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Alckmin visitou feira de Ceilândia com Leandro Grass

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Alckmin reforça campanha nas ruas para o segundo turno
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Alckmin reforça campanha nas ruas para o segundo turno

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Alckmin e Leandro Grass visitaram Feira de Ceilândia
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Alckmin e Leandro Grass visitaram Feira de Ceilândia

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Alckmin faz foto com apoiadora
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Alckmin faz foto com apoiadora

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Alckmin em visita à feira
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Alckmin em visita à feira

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Alckmin e Leandro Grass em corpo a corpo com apoiadores
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Alckmin e Leandro Grass em corpo a corpo com apoiadores

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“O Brasil quer mudança, mas não pode ser mudança para pior. Tem que ser mudança para melhor. Quem vai fazer a reforma do Judiciário somos nós. Presidente Lula já fez lá atrás, criando o Conselho Nacional do Ministério Público, o CNJ da Justiça. O ajuste fiscal nós vamos fazer, mas em cima de privilégios e desperdício e não em cima do trabalhador, do assalariado, da classe média”, pontuou.

Alckmin ressaltou que o governo Lula isentou a população que ganha até R$ 5 mil de pagar Imposto de Renda e reduziu para quem ganha até R$ 7.350. “Eles [o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)] tiraram o imposto de jet-ski, de arma de fogo, de barco de luxo. Então é preciso esclarecer para a população”, alfinetou.

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Grass: “Campanha sobre vida e morte”

Para Grass, a campanha para o segundo turno “é uma campanha sobre a vida e a morte”.

Para o petista, o embate deve ser travado nas ruas e nas redes. “A campanha é na rua e nas redes. Não adianta você só ficar nas redes, você não vai para a rua escutar a população, não adianta só ficar na rua se no ambiente digital você tá perdendo a guerra contra a mentira, contra a desinformação. Então a gente tem que atuar nas duas esferas e a gente tem feito isso”, pontuou Leandro Grass.

Segundo Grass, a campanha também está aberta para a construção de uma frente ampla com partidos de outras ideologias, indo além do campo progressista. O petista terá uma reunião com candidatos do PSDB na quinta-feira (8/10).

O PT também tem conversado com personalidades que estavam ao lado do ex-governador José Roberto Arruda (PSD), nomes do PSD, Avante, Mobiliza e Solidariedade.

Grass recebeu bem o apoio do PSTU, com voto crítico. “Seja crítico ou não, o voto no Leandro Grass é um voto para mudar Brasília. Neste momento, todo voto é bem-vindo”, afirmou. Do ponto de vista de Grass, existem aproximadamente 700.000 pessoas que não votaram, votaram branco, nulo ou votaram nos demais candidatos no primeiro turno.

Segundo Grass, a campanha digital será intensificada por parlamentares eleitos, com Fábio Felix (PSol), Max Maciel e Múcio (PSB), que demonstraram grande força e conexão com os eleitores nas redes sociais.

“Pessoas que conseguiram levar essa mensagem popular, mas ao mesmo tempo chegando gente que não necessariamente é de esquerda também. Eu não quero ser o governador apenas daqueles que pensam como eu. Eu quero ser o governador de todos os brasilienses. Eu vou governar para todo mundo, eu não vou governar só para quem é de esquerda. Meu programa é um programa para a população”, arrematou Grass.

Segundo Max Maciel, os públicos das ruas e das redes são diferentes, por isso, a abordagem comunicacional deve ser estratégica.

“Quem está na internet consumindo é uma parcela da população. Certamente, essa parcela da população tem outra perspectiva de acesso. […] Você precisa falar para a pessoa na internet de forma muito mais transparente, clara, sem muita parafernália. E, obviamente, na rua é olho no olho, no tête-à-tête, ouvindo as pessoas e conseguindo tentar entender os dramas dessa população”, completou.

“Então a estratégia é casar, entender que são públicos distintos com linguagens diferentes. Quando você tá na rua, você precisa ter muito mais um tempo maior de escuta. E na rede social você precisa ter clareza de informação”, reforçou.

Para Múcio, é importante dialogar com a esquerda, direita e o centro. “Consegui fazer isso tentando tirar ao máximo a discussão dessas eleições de uma pauta hiper-ideológica, de uma pauta de estômago. A gente tá falando sobre problemas reais da cidade, a gente tá falando sobre problemas que todo mundo percebe e parece que ninguém teve coragem de discutir”, ponderou.

Para o futuro deputado distrital eleito, o trunfo para conquistar votos é lembrar que o eleitor é uma pessoa. “Você tem que lembrar que você tá falando de uma pessoa. Todo mundo fala sobre grupos, os evangélicos, os negros, o pessoal da cultura, não é? E o voto de cada um de vocês vale o mesmo tanto que o voto da governadora. Vale o mesmo tanto do voto do presidente. Não se deixe levar pelos votos dos grupos. Pensem por si próprios. Porque no final das contas o voto é vocês depositando a confiança de vocês em alguém”, argumentou.

Segundo Múcio, a campanha precisa trabalhar o fundamento que o voto não pode ser feito de olhos fechados, como um cheque em branco. O eleitor deve ser encorajado a pesquisar, atento aos problemas do seu cotidiano. “O eleitor não é ignorante, ele tem toda a capacidade do mundo de sentar e escolher aquilo que o coração e a cabeça dele acreditam”, concluiu.