
Líder do PT diz que Lula deve ir a debates, e cobra mobilização de aliados
Deputado Pedro Uczai defendeu maior participação de lideranças na campanha e disse que petistas precisam ampliar o diálogo com eleitores
06/10/2026 19:35, atualizado 06/10/2026 19:51

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), afirmou nesta terça-feira (6/10) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve participar dos debates do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). O deputado também cobrou maior mobilização de aliados para a nova etapa da campanha.
Após uma reunião do partido, em Brasília, Uczai disse que Lula está disposto a participar dos confrontos eleitorais. O petista afirmou que os eleitores têm o direito de ouvir diretamente os dois candidatos e conhecer as propostas de cada um.
“Agora a sociedade tem o direito de ouvir cada candidato, o que pensa, o que acredita, o que vai fazer e o que não vai fazer”, declarou.
A disposição de Lula para os debates foi reforçada por integrantes da campanha nesta semana. Flávio também afirmou nesta terça-feira que pretende participar dos confrontos no segundo turno.
Cobrança aos aliados
Uczai também defendeu uma participação mais ativa de lideranças políticas na campanha petista. Ao ser questionado sobre uma possível cobrança ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), o deputado afirmou que o esforço precisa envolver todos os apoiadores de Lula.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Não só o Rio de Janeiro, não só o Eduardo Paes, mas agora toda a militância está convocada, em nome da democracia, em nome do futuro do Brasil”, disse.
Segundo o líder do PT, a estratégia para o segundo turno deve alcançar diferentes regiões do país e ampliar o diálogo com eleitores que votaram em outras candidaturas no primeiro turno. “É no Brasil inteiro que nós vamos buscar apoio”, afirmou.

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Ver todasPT entrega propostas para o segundo turno
A bancada do PT na Câmara entregou à coordenação da campanha de Lula um documento com sugestões para a segunda etapa da eleição. Entre as propostas, está o reforço da comunicação nas redes sociais e a apresentação das possíveis consequências de um eventual governo de Flávio Bolsonaro em áreas como saúde, educação e aposentadorias.
Uczai defendeu que a campanha questione as propostas do adversário e explique aos eleitores quais medidas poderiam ser adotadas caso o candidato do PL seja eleito.
“Quando o candidato nosso da oposição corta e diz que vai cortar isso, cortar aquilo, ele tem que ser mais claro: vai cortar o quê? Vai cortar o SUS? Vai cortar o médico? Vai cortar a escola? Vai cortar o Instituto Federal? Vai cortar o dinheiro dos aposentados?”, questionou.
O deputado também afirmou que a campanha não deve se concentrar apenas nas ações do atual governo. Na avaliação dele, Lula precisa apresentar propostas para um eventual novo mandato e mostrar quais seriam os próximos passos da gestão.
Redes sociais serão foco da campanha
Uczai disse ainda que as redes sociais devem ser um dos principais canais de comunicação da campanha nos 18 dias que antecedem a votação. A estratégia deve envolver Lula, a coordenação eleitoral, deputados e outras lideranças.
“É a forma mais rápida de conversar com o povo, [de levar] a esperança de um país melhor”, afirmou.
O líder do PT também disse acreditar que Lula pode reverter a vantagem obtida por Flávio no primeiro turno e defendeu que a campanha compare as trajetórias e propostas dos dois candidatos. “Dá para virar a eleição”, declarou.



