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Distrito Federal

Com 40 mil na fila de espera por atendimento, Saúde do DF vai priorizar pacientes não Covid

Com início das transferências, 105 pessoas infectadas com coronavírus foram remobilizadas. Intenção é retomar atendimento de outras demandas

30/08/2021 15:40, atualizado 30/08/2021 17:00
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Hugo Barreto/Metrópoles
Hospital de Campanha de Ceilândia

A Secretaria de Saúde vai investir no atendimento de pacientes sem Covid-19. Com uma fila de 40 mil pessoas aguardando atendimento eletivo, a pasta pretende promover diversas ações para regularizar o que ficou represado durante a pandemia de coronavírus. Para aqueles que também estão em espera por cirurgias eletivas, o órgão distrital tem trabalhado para liberar leitos.

De acordo com o secretário de Saúde do DF, general Manoel Luiz Narvaz Pafiadache, os pacientes hoje internados em unidades de saúde regulares e que estão em tratamento de Covid-19 serão transferidos para hospitais de campanha. “Vamos concentrar pessoas com Covid em hospitais de campanha”, afirmou o titular da pasta, em entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (30/8).

“Precisamos voltar à normalidade”, afirmou o secretário. Em complemento, a secretária-adjunta de assistência à Saúde, Raquel Beviláqua, ressaltou que 105 leitos já foram desocupados após remobilização de pacientes infectados com o novo coronavírus.

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Pacientes já foram remanejados dos hospitais de Sobradinho, do Gama, de Samambaia, da Ceilândia e da Asa Norte. “Temos três hospitais de campanha com leitos de suporte ventilatório. Estamos fazendo a remobilização. Vamos continuar com mais pessoas transferidas do Hospital da Asa Norte e outros. Hoje, nossa demanda não Covid está muito maior que a demanda Covid. Temos 40 mil pessoas na fila de espera por atendimento”, pontuou a secretária-adjunta.

A intenção é zerar a fila de atendimento e de cirurgias represadas.

Orientação

No fim de semana, o governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que, nos hospitais permanentes da rede pública do Distrito Federal, os pacientes das alas destinadas à Covid-19 já estavam sendo remanejados para as unidades temporárias (de campanha) desde a última sexta-feira (27/8).

A decisão tem o objetivo de liberar leitos, para poder aumentar a capacidade de realização de cirurgias eletivas que foram acumuladas durante a crise sanitária, e evitar a superlotação da rede. Essa foi uma das várias medidas anunciadas pela Secretaria de Saúde do DF neste fim de semana. A pasta passou por uma troca de comando recentemente.

Contratações

O chefe do Executivo distrital também assinou mais uma medida para a contratação de novos profissionais para reforçar o trabalho da Secretaria de Saúde. Segundo o emedebista, serão convocados 80 farmacêuticos, 53 administradores, 35 fonoaudiólogos, cinco economistas, cinco estatísticos, cinco contadores, cinco analistas de sistema e mais 104 médicos. Esses profissionais atuarão nas áreas de cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia do trauma, endoscopia e ortopedia.

“Essas cirurgias do trauma e ortopedia, para nós, são as mais importantes na rede. Hoje, pelo levantamento da Secretaria de Saúde, nós temos muita gente que precisa ser operada. De ontem pra hoje, nós já implementamos, e já vinha sendo feito um sistema de mutirão no Hospital de Taguatinga. Esse mutirão continua agora e vai continuar durante um bom período. Então, a primeira assinatura é exatamente do decreto de nomeação desses servidores. A publicação deve sair entre terça e quarta-feira (1º/9) para que eles possam integrar as equipes da saúde”, completou Ibaneis.