Clientes do Carrefour só podem levar até 5 unidades de cada produto

Supermercados também começam a enfrentar escassez de estoques devido à greve dos caminhoneiros

Reprodução/WhatsApp

atualizado 24/05/2018 16:53

A greve dos caminhoneiros já afeta os supermercados. A rede Carrefour colocou um informe em suas lojas limitando a compra de até cinco unidades de cada produto por cliente. A assessoria da rede esclareceu que a medida é preventiva.

“A rede reforça que o abastecimento segue sem muitos problemas em suas lojas em função dos volumes de estoques e que busca alternativas para atender o maior número de clientes. A empresa já está em contato com fornecedores locais para continuar garantindo o abastecimento”, destaca nota encaminhada pela assessoria ao Metrópoles.

Algumas mercadorias, porém, já começam a faltar nos supermercados, como determinados cortes de carnes. “Entretanto, não se pode dizer que esse setor está desabastecido, ainda há estoque para mais alguns dias, desde que não haja uma correria em busca de estocagem de alimentos por parte dos consumidores”, informa a Asbra, associação que representa o setor.

O presidente do Sindicato dos Supermercados do Distrito Federal (Sindsuper-DF), Antonio Perón, também confirmou que há falta de produtos perecíveis nos estabelecimentos. “Muitos não têm mais fruta, verdura e legumes, por exemplo”, diz. Mesmo diante da crise, ele pede para os consumidores não estocarem alimentos. “Acredito que essa situação será solucionada antes que os estoques dos supermercados acabem”, acrescenta Péron.

Já o Sindicato do Comércio Atacadista do DF (Sindiatacadista) aponta que a situação pode gerar um efeito cascata em todo o comércio local, inclusive refletindo na arrecadação e geração de empregos. Segundo os empresários do setor, a situação se agravou com a falta de combustíveis. “Caso a situação permaneça assim até segunda-feira (28), várias empresas atacadistas podem não operar para não terem prejuízos ainda maiores”, alerta a entidade.

A Federação do Comércio (Fecomércio) divulgou nota destacando que respeita o direito de greve, “mas condena qualquer radicalismo e espera que as partes envolvidas construam um entendimento para que a sociedade não seja ainda mais prejudicada”.

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