Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

CLDF suspende cobrança de professores de educação física em parques

No entendimento da Casa, a taxa é abusiva e o trabalho dos profissionais é vital durante a pandemia de Covid-19

Repórter de Distrito Federal27/04/2021 21:26
Compartilhar notícia
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Pessoas correndo

A Câmara Legislativa suspendeu a taxação de professores de educação física nas unidades de conservação administradas pelo do Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

O Projeto de Decreto Legislativo n° 165 de 2021, proposto pelo vice-presidente da Câmara Legislativa (CLDF), Rodrigo Delmasso (Republicanos), sustou a cobrança.

Responsável pela gestão de 82 parques urbanos do Distrito Federal, o Ibram regulamentou a utilização e a conduta nos parques, como nos casos de Águas Claras, Olhos d’Água (Asa Norte) e da Península Sul (Lago Sul).

Segundo o artigo 5° da Instrução Normativa 16/2021 do Ibram, os professores de educação física passariam a ser taxados. Aprovado em turno único, o PDL vetou este trecho.

No entendimento de Delmasso, atualmente a população busca os parques como alternativas para cuidar da saúde durante a pandemia de Covid-19 e os educadores fazem o acompanhamento destas pessoas.

“A instrução normativa anterior do Ibram isentava da licença os profissionais que trabalhassem com até cinco alunos. E essa nova, não. Cobrou até para uma pessoa. E se ele levasse cinco pessoas em horários diferentes, teria de tirar cinco licenças. É uma inovação, que na minha avaliação, é um abuso do poder público”, comentou Delmasso.

Na avaliação de Delmasso, os educadores físicos exercem papel importante na luta contra a pandemia de Covid-19. “O idoso não pode levar enfermeiro para caminhar no parque? Esse mesmo idoso não pode levar o personal para praticar atividade física? Os parques são públicos. A manutenção é com dinheiro público”, disse.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters