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Grupo do DF vai ao Ártico para estudar plantas que podem tratar câncer

Quatro pesquisadores viajam em expedição para estudo de briófitas. Plantas têm potencial para uso contra a doença e em prol de indústrias

atualizado

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Samuel Paz/UCB
Imagem mostra duas cientistas em um laboratório - Metrópoles
1 de 1 Imagem mostra duas cientistas em um laboratório - Metrópoles - Foto: Samuel Paz/UCB

Dois professores e duas estudantes da Universidade Católica de Brasília (UCB) vão viajar em uma missão especial. No próximo sábado (26/7), o grupo embarca para a região da Lapônia, mais especificamente na Finlândia e na Suécia, para uma expedição científica no Círculo Polar Ártico.

Os pesquisadores vão coletar amostras de plantas briófitas – ou musgos – nativas da região. Eles serão cultivadas em laboratório para posterior extração de compostos com interesse biotecnológico.

Alguns estudos demonstram que, entre os potenciais dessas plantas estão o combate a bactérias resistentes, o uso na indústria dos cosméticos, o melhoramento genético na agricultura e até mesmo o tratamento de cânceres.

O grupo de pesquisadores faz parte do Briotech, projeto que estuda briófitas nativas do Ártico e da Antártica. A iniciativa faz parte dos programas de pós-graduação em ciências genômicas e biotecnologia e em gerontologia da UCB.

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Marcelo Ramada, professor na UCB
Maria Karollina Gonçalves (E) e Thaissa Mendes (D) são as estudantes que vão ao Ártico
Marcelo Ramada explorou os polos Sul e Norte do planeta anteriormente
Stephan Dohms também esteve em outras expedições ao Ártico
Grupo de pesquisadores estuda plantas do tipo briófitas
Stephan Dohms, professor na UCB
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Stephan Dohms, professor na UCB

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Marcelo Ramada, professor na UCB
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Marcelo Ramada, professor na UCB

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Maria Karollina Gonçalves (E) e Thaissa Mendes (D) são as estudantes que vão ao Ártico
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Maria Karollina Gonçalves (E) e Thaissa Mendes (D) são as estudantes que vão ao Ártico

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Marcelo Ramada explorou os polos Sul e Norte do planeta anteriormente
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Marcelo Ramada explorou os polos Sul e Norte do planeta anteriormente

Arquivo pessoal
Stephan Dohms também esteve em outras expedições ao Ártico
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Stephan Dohms também esteve em outras expedições ao Ártico

Arquivo pessoal
Grupo de pesquisadores estuda plantas do tipo briófitas
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Grupo de pesquisadores estuda plantas do tipo briófitas

Samuel Paz/UCB
Maria Karollina Gonçalves (E) e Thaissa Mendes (D) que fizeram parte da pesquisa
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Maria Karollina Gonçalves (E) e Thaissa Mendes (D) que fizeram parte da pesquisa

Samuel Paz/UCB
Além do coordenador do grupo, Marcelo Ramada, pós-doutor em ciências biológicas, a universidade vai enviar à Finlândia o doutor em ciências genômicas e biotecnologia Stephan Machado Dohms; a estudante de farmácia Thaissa Mendes, 22 anos; e a odontóloga em formação Maria Karollina Gonçalves, 30.

Os dois professores que comandam a expedição fizeram sete viagens desse tipo e participaram da primeira expedição científica brasileira ao Ártico, em 2023. Agora, a meta é comparar as amostras de plantas de diferentes regiões dos polos Norte e Sul do planeta.

A ideia envolve entender melhor o comportamento das briófitas enquanto grupo, como são as variações de informação genética delas e como isso pode se relacionar a plantas de interesse econômico, como soja, milho, feijão e arroz.

O grupo seguirá o seguinte roteiro:

Para além das atividades científicas, a missão tem caráter diplomático. Os quatro cientistas da UCB farão uma visita à Embaixada do Brasil em Helsinque, capital da Finlândia, onde vão se encontrar com o embaixador Luís Balduíno.

A viagem, com retorno em 9 de agosto, inclui uma parada na Universidade de Helsinque, onde Marcelo Ramada apresentará uma palestra para cientistas locais sobre a pesquisa desenvolvida e a possibilidade de parcerias futuras.


Amostras encontradas anteriormente

  • Extratos de substâncias com potencial para combater tumores em testes de laboratório.
  • Moléculas que protegem musgos do congelamento e podem ser usadas no desenvolvimento de lavouras resistentes a geadas.
  • Componentes que defendem espécies contra a radiação solar constante nos verões polares e podem dar origem a protetores solares não poluentes.
  • Fungos produtores de pigmentos naturais que podem ser úteis para produção de tintas, corantes alimentícios e cosméticos.

 

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