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A manhã desta sexta-feira (3/11) foi dedicada à limpeza do Sol Nascente, em Ceilândia. Alguns trechos da segunda maior favela da América Latina foram devastados pelas chuvas de quarta (1º/11) e quinta-feira (2). O GDF montou uma força-tarefa para revitalizar a região, mas os problemas são tão acentuados que até um caminhão destacado para a operação atolou.

Uma casa situada na chácara 122 desabou parcialmente e a Defesa Civil, por precaução, interditou os quatro imóveis vizinhos. Com a estrutura condenada, a residência teve de ser demolida.

No início da tarde de quinta-feira (3/11), um homem ficou ferido ao ser levado por uma enxurrada no Trecho 3. No Trecho 2, motoristas tiveram de abandonar os carros enguiçados em crateras. Em outras localidades do setor, erosões deixaram avenidas inteiras interditadas.

Segundo o subsecretário da Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra, as ligações clandestinas na rede de esgoto da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) podem ter causado rompimento nos canos. “Identificamos acúmulo de sujeira na rede, o que fez a água extravasar por meio dos postos de visita (aquelas tampas que ficam no meio da rua). O excesso de água em contato com a terra ainda fofa acabou escavando parte do solo e causou erosões”, afirmou.

O líder comunitário Edson Batista, 40 anos, conta não ter se surpreendido com o caos após as chuvas. Segundo ele, o Executivo local não acelerou as obras de construção da rede de águas pluviais durante o período de estiagem. “O governo tem feito obras, sim, mas elas são malplanejadas e não foram intensificadas na época da seca”.

 

 

 

 

 

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