Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Chacina: venda de chácara seria dividida em R$500 mil a cada envolvido

Em depoimento ao qual o Metrópoles teve acesso, Carlomam dos Santos revelou o plano dos envolvidos na maior chacina do Distrito Federal

10/02/2023 04:50, atualizado 10/02/2023 10:16
Reprodução
Chacina: venda de chácara seria dividida em R$500 mil a cada envolvido

O dinheiro de uma eventual venda do terreno no Itapoã, que teria motivado a maior chacina do Distrito Federal, seria dividido em R$ 500 mil para cada envolvido: Gideon Batista de Menezes, 55 anos; Horácio Carlos, 49; Fabrício Silva Canhedo, 34; e Carloman dos Santos Nogueira, 26. A área estava avaliada em R$ 2 milhões. O plano foi confirmado por Carlomam durante depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

O Metrópoles teve acesso à oitiva, ocorrida em 25 de janeiro, data em que se entregou à 6ª DP (Paranoá).

“Eles [Gideon e Horácio] queriam que a gente sequestrasse o Marcos e a família para que assinassem a documentação, abrindo mão da chácara”, informou Carlomam aos investigadores. “Seria vendido pelo valor de R$ 2 milhões e repartido em R$ 500 mil para cada”, completou.

Veja o depoimento e fotos da chácara:

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF
Chacina: venda de chácara seria dividida em R$500 mil a cada envolvido - destaque galeria
12 imagens
Alvo de disputa judicial, o terreno no Itapoã que teria motivado a maior chacina do Distrito Federal não pertencia a Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54, como ele teria dito a conhecidos
O homem, segundo os verdadeiros proprietários, teria invadido o local e recusado sair
Por isso, desde 2020 um processo corre na Justiça para que os donos das terras possam retomá-la por meios legais
O local onde parte das vítimas da chacina vivia está repleto de carros desmontados
Local onde vivia vítimas da maior chacina do DF
Entrada do terreno
1 de 12

Entrada do terreno

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Alvo de disputa judicial, o terreno no Itapoã que teria motivado a maior chacina do Distrito Federal não pertencia a Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54, como ele teria dito a conhecidos
2 de 12

Alvo de disputa judicial, o terreno no Itapoã que teria motivado a maior chacina do Distrito Federal não pertencia a Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54, como ele teria dito a conhecidos

Vinícius Schmidt/Metrópoles
O homem, segundo os verdadeiros proprietários, teria invadido o local e recusado sair
3 de 12

O homem, segundo os verdadeiros proprietários, teria invadido o local e recusado sair

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Por isso, desde 2020 um processo corre na Justiça para que os donos das terras possam retomá-la por meios legais
4 de 12

Por isso, desde 2020 um processo corre na Justiça para que os donos das terras possam retomá-la por meios legais

Vinícius Schmidt/Metrópoles
O local onde parte das vítimas da chacina vivia está repleto de carros desmontados
5 de 12

O local onde parte das vítimas da chacina vivia está repleto de carros desmontados

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Local onde vivia vítimas da maior chacina do DF
6 de 12

Local onde vivia vítimas da maior chacina do DF

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Morte de 10 pessoas da mesma família teria sido motivada pelo terreno, avaliado em R$ 2 milhões
7 de 12

Morte de 10 pessoas da mesma família teria sido motivada pelo terreno, avaliado em R$ 2 milhões

Vinícius Schmidt/Metrópoles
O Metrópoles apurou que a chácara foi adquirida pelos verdadeiros donos em 1982
8 de 12

O Metrópoles apurou que a chácara foi adquirida pelos verdadeiros donos em 1982

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Marcus teria invadido o lugar em 2020, e mesmo após ser acionado pela Justiça, não deixou o terreno
9 de 12

Marcus teria invadido o lugar em 2020, e mesmo após ser acionado pela Justiça, não deixou o terreno

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Cômodo da casa onde vivia parte da família vítima de chacina
10 de 12

Cômodo da casa onde vivia parte da família vítima de chacina

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Parte do terreno que teria motivado 10 assassinatos
11 de 12

Parte do terreno que teria motivado 10 assassinatos

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Chacina: venda de chácara seria dividida em R$500 mil a cada envolvido - imagem 12
12 de 12

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Ao todo, cinco pessoas estão presas por envolvimento na morte de 10 pessoas da mesma família. Os crimes pelos quais foram denunciados, de acordo com a participação de cada um, são:

  • Gideon Batista de Menezes: homicídio triplamente qualificado, homicídio duplamente qualificado, ocultação e destruição de cadáver, corrupção de menores, sequestro e cárcere privado, extorsão mediante sequestro, constrangimento ilegal com uso de arma, associação criminosa e roubo.
  • Horácio Carlos Ferreira Barbosa: homicídio quadruplamente qualificado homicídio triplamente qualificado, homicídio duplamente qualificado, ocultação e destruição de cadáver, corrupção de menores, extorsão mediante sequestro, sequestro e cárcere privado, constrangimento ilegal com uso de arma, associação criminosa, roubo e fraude processual.
  • Carlomam dos Santos Nogueira: homicídio quadruplamente qualificado, homicídio triplamente qualificado, extorsão mediante sequestro, corrupção de menor, ocultação e destruição de cadáver, sequestro e cárcere privado, ameaça com constrangimento ilegal com uso de arma e roubo. uso de arma, associação criminosa.
  • Carlos Henrique Alves da Silva: homicídio duplamente qualificado e sequestro e cárcere privado.
  • Fabrício Silva Canhedo: extorsão mediante sequestro, associação criminosa, roubo e fraude processual.

Um adolescente de 17 anos foi apreendido por suspeita de participação no crime. No entanto, ele não é alvo da denúncia do MPDFT. Somadas, as penas dos cinco acusados podem chegar a 380 anos de prisão. Contudo, no Brasil, o prazo máximo para permanência na cadeia é de até 40 anos.