Carne clandestina: mais 30 empresários serão intimados a depor
Se ficar comprovado que eles tinham conhecimento da procedência do produto, podem responder por crime contra as relações de consumo, com pena de 2 a 5 anos de prisão

A Polícia Civil do DF vai intimar, nos próximos dias, outros 30 donos de estabelecimentos para apurar se eles sabiam que a carne que compravam da distribuidora Correa de Jesus Eireli, na QN 7 do Riacho Fundo II, era clandestina. Se ficar comprovado que eles tinham conhecimento da procedência do produto, os empresários podem responder por crime contra as relações de consumo, com pena de 2 a 5 anos de prisão.

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Ver todasA operação de domingo foi um desdobramento da ação deflagrada em junho contra a comercialização do produto de forma irregular na capital, quando um homem foi preso vendendo 1,4 tonelada de carne em uma casa do Areal, em Águas Claras.
As investigações mostram que a mercadoria chega, é revendida para restaurantes, bares e hotéis da cidade e acaba sendo consumida pelos brasilienses. Como não tem origem certificada, é uma ameaça à saúde de quem a ingere.
Trinta pessoas, entre empresários e gerentes de hotéis e restaurantes, já haviam sido convocados no último mês para prestar esclarecimentos sobre a suspeita de venderem carne clandestina a clientes. Na ocasião, afirmaram que não tinham conhecimento da origem dos produtos. O caso tramita na Justiça. Questionada, a Polícia Civil preferiu não citar os nomes dos restaurantes envolvidos, uma vez que as investigações ainda estão em aberto.
Operação tartaruga
No entanto, a Polícia Civil vai enfrentar um obstáculo para dar continuidade às investigações: o movimento grevista “PCDF Legal”. Uma das regras impostas pelo Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) é que o delegado responsável esteja presente em todas as oitivas. Antes, os depoimentos podiam ser tomados por escrivães, o que acelerava o processo.


