Candidatos passam 2h sem luz em concurso do TCDF: “Ficamos em desvantagem”

Local onde o certame foi aplicado ficou sem energia. Segundo os concurseiros, houve desvantagem em relação aos demais

atualizado 11/10/2021 17:55

candidatos fazem prova de concursoRafaela Felicciano/Metrópoles

Candidatos do concurso para auditor conselheiro-substituto do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) denunciam quebra de isonomia durante a aplicação da prova em uma escola na Asa Norte, na tarde desse domingo (10/10). O local ficou por mais de 2 horas sem energia, fazendo com que, segundo os concurseiros, houvesse uma desvantagem em relação aos demais candidatos que fizeram as provas na Asa Sul.

Segundo eles, houve falta de organização e planejamento do Cebraspe, banca organizadora do certame, que não previu imprevistos. Um dos que se sentiu prejudicado foi o servidor público Gregson Afonso Lopes Chervenski, de 46 anos.

“Com certeza, faltou organização do Cebraspe. Foram quebrados os princípios de isonomia e razoabilidade. O local da prova não tinha gerador e a banca não providenciou. Ficamos essas duas horas energia e, querendo ou não, há certa pressão com esses concursos públicos. As pessoas se preparam durante anos e, o mínimo que querem, é fazer uma prova tranquila e sem intercorrências”, disse.

O local em questão é o Centro de Ensino Médio Paulo Freire, na 610 Norte. “Os candidatos que realizam provas na Asa Sul não enfrentaram o mesmo problema”, compara.

De acordo com a denúncia, o espaço permaneceu sem luz das 14h50 às 16h57. “Durante o tempo de interrupção do fornecimento de energia, os candidatos foram orientados pelos fiscais a fechar as provas e esperarem o retorno da energia, sem comunicação entre os candidatos. Após perceber que não havia previsão alguma do horário de retorno, a tensão foi aumentando e alguns candidatos passaram a questionar o procedimento adotado”, revela.

“A solução do Cebraspe, quando do retorno da energia, foi simplesmente prorrogar o tempo de término das provas para 20h25”, lamenta Gregson. “Uma banca não pode ser tão relapsa ao deixar os candidatos expostos dessa maneira. Eles deveriam ter previsto um plano de contingência, contratando um local que tivesse gerador”, defende.

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O que diz a banca

Procurada pelo Metrópoles, o Cebraspe confirmou, em nota, que o colégio ficou sem energia devido ao temporal que atingiu Brasília na tarde de domingo. Segundo a banca, ao tomar conhecimento do fato, o Cebraspe, de imediato tomos as seguintes medidas. Veja na íntegra o texto enviado à reportagem:

“-Enviou coordenadores do Centro para o local, a fim de preservar a segurança e a ordem.
-Abriu chamados para o restabelecimento da energia junto à Neoenergia Distribuição Brasília.
-Realizou contato direto com a Direção da Neoenergia para garantir o restabelecimento da energia em tempo viável, a fim de assegurar a regular aplicação do certame.
-Reportou prontamente aos candidatos as previsões de restabelecimento da energia fornecidas pela Neoenergia.
-Enviou lâmpadas de emergência para o local.
-Enviou lanches para candidatos e equipes de aplicação.
-Compensou o tempo de interrupção de energia no final da prova.

Todas as ações realizadas pelo Centro visaram preservar os candidatos, os colaboradores, a segurança e a isonomia do certame. A conclusão da aplicação do concurso público foi realizada com sucesso e garantido o direito coletivo de todos os candidatos que optaram por realizar as provas”.

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