Câmeras flagraram corretor fake furtando apartamento no Sudoeste. Veja vídeo
Suspeito se passava por interessado em imóveis, convencia porteiros e entrava em prédios para cometer furtos; prejuízo passa de R$ 500 mil
atualizado
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Câmeras de segurança de um condomínio do Sudoeste (DF) registraram a movimentação do falso corretor de imóveis Bruno da Silva Ribeiro preso na manhã desta quinta-feira (12/3) por policiais civis da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro). As imagens fazem parte do material que embasou o mandado de prisão contra o suspeito, investigado por uma série de furtos em apartamentos da região.
As investigações apontam que o esquema era praticado havia cerca de quatro meses. Pelo menos quatro apartamentos, em quatro condomínios diferentes do Sudoeste, foram alvo do suspeito — nas quadras 103 e 303.
As imagens de 27 de fevereiro mostram Bruno conversando com os porteiros antes de entrar nos edifícios. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ele costumava se apresentar como interessado em imóveis anunciados para venda ou locação em sites e imobiliárias.
Bruno chegou ao prédio às 15h59. Ele entrou normalmente, circulou pelo edifício e deixou o local. Horas depois, por volta das 19h, aguardou a chegada do chaveiro. Às 20h, os dois deixaram o prédio após o furto.
De acordo com a investigação, após conseguir acesso ao prédio, o suspeito subia até os andares acompanhado de um chaveiro, que era contratado para abrir portas de apartamentos vizinhos ao imóvel que ele dizia querer visitar.
Participações de terceiros
Segundo o delegado-chefe da 3ª DP, Victor Dan, o suspeito tinha facilidade para convencer funcionários e moradores dos condomínios.
“Era uma pessoa que conseguia ludibriar com facilidade e passar uma boa impressão. Tinha comunicação fácil, era desenvolto e conseguia enganar não apenas funcionários, mas até moradores”, afirmou o delegado.
A polícia também apura a possível participação de porteiros e chaveiros nos episódios.
“Também está sendo investigada a atuação de porteiros, assim como se são chaveiros diferentes. Como são quatro profissionais de quatro condomínios diferentes, ainda não é possível afirmar se houve participação ou se eles foram apenas enganados”, explicou o delegado.
Segundo a investigação, o suspeito furtava joias, dinheiro em espécie, dólares e equipamentos eletrônicos. O prejuízo estimado às vítimas ultrapassa R$ 500 mil.
Ficha criminal
Bruno da Silva Ribeiro tem passagens por furto e estelionato e, de acordo com a polícia, já vinha praticando crimes semelhantes desde 2015. A investigação que levou à prisão dele durou cerca de quatro meses.
O suspeito foi preso nesta quinta-feira e pode responder por furto qualificado, crime cuja pena pode variar de 5 a 15 anos de prisão, dependendo das circunstâncias e do número de vítimas.
De acordo com a PCDF, Bruno não tinha vínculo empregatício formal e ostentava nas redes sociais uma rotina de luxo. Em um perfil no Instagram, ele publicava fotos de viagens internacionais, roupas de grife e presença em eventos exclusivos, como camarotes de corridas de Fórmula 1.












