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Distrito Federal

Cachorro recém-operado foge de clínica e donos ganham indenização

Animal, da raça pastor alemão, fugiu do estabelecimento após realizar cirurgia de castração, no Paranoá

28/12/2021 18:03, atualizado 28/12/2021 19:14
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Pastor alemão correndo com a língua para fora

O 1º Juizado Especial Cível do Paranoá condenou uma clínica veterinária no Paranoá a indenizar, na quantia de R$ 3.734,40, por danos materiais e R$ 2 mil a título de danos morais os donos de um pastor alemão que fugiu do estabelecimento após realizar cirurgia de castração. Cabe recurso da decisão.

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Segundo os clientes, o cachorro foi deixado no estabelecimento para passar por uma castração mas, logo após a realização do procedimento, foram comunicados pela empresa que o animal havia escapado.

Os donos do cão iniciaram as buscas e chegaram a oferecer recompensa caso o cachorro fosse encontrado. O pastor alemão só foi localizado sete dias depois, às margens da DF-250, com a saúde debilitada e infecção no local da cirurgia. Segundo os autores da ação judicial, dele teve de ser submetido a tratamento médico em outra clínica veterinária.

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Pastor alemão
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Em 2021, o Ibram  fez cinco campanhas de castração, uma dessas somente para cadelas. Ao todo, 10.330 animais foram beneficiados com a cirurgia gratuita
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Em 2021, o Ibram  fez cinco campanhas de castração, uma dessas somente para cadelas. Ao todo, 10.330 animais foram beneficiados com a cirurgia gratuita

Tony Winston/Agência Brasília
Pastor alemão
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Rafaela Felicciano/Metrópoles

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Outro lado

Em defesa, a empresa alegou que não foi comprovado prejuízo relacionado diretamente à fuga do animal. Argumentou que, como o cachorro foi encontrado com vida, não há dano a ser indenizado.

Decisão

Após analisar as provas apresentadas, o juiz destacou que não há dúvidas de que o animal fugiu logo após ter realizado cirurgia de castração, quando ainda estava sob a guarda da clínica, e que ficou constatada a relação de causa entre a fuga do cachorro e os danos à sua saúde.

O magistrado considerou, ainda, que a fuga do animal de estimação, por período de tempo considerável, logo após ter sido submetido a procedimento cirúrgico, ocasionou sofrimento e angústia aos clientes. (Com informações do TJDFT)