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Distrito Federal

Breque geral: motoboys tentam furar greve no DF e são impedidos à força.

Os motoboys que não estão aderindo a greve, estão sendo coagidos com força bruta para que não retirem e entreguem os pedidos

01/09/2026 17:10
Material cedido ao Metrópoles
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Entregadores de aplicativo que tentaram furar a paralisação nacional foram impedidos à força no Distrito Federal. Vídeos que circularam nas redes sociais mostram trabalhadores sendo impedidos de retirar e entregar lanches, devido a Breque Geral dos Apps, paralisação dos motoboys realizada nesta terça-feira (1º/9). Em alguns pontos da capital foi possível observar entregadores sendo coagidos a aderir a greve com força bruta.

Veja:

Nas imagens (veja acima) é possível ver um dos entregadores indo até um estabelecimento e sendo brutalmente proibido de exercer o trabalho, por um outro motoboy, ele chega a segurá-lo com força.

Em outro vídeo, gravado por um dos entregadores que aderiu a greve, é possível vê-lo confrotando um outro trabalhador, também retirando um pedido. Ele chega a perguntar se é de delivery, e minutos depois cerca de cinco motociclistas se fecham em um círculo, para impedir que o entregador saísse com a comida. Na imagem é possível ver que o lanche é jogado no chão durante a confusão.

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A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou ao Metrópoles que foi até o estabelecimento para averiguar a situação, e que depois de ouvir o relato do proprietário e verificar imagens da câmera de segurança, foi possível identificar os envolvidos.

Durante as buscas, os motoboys foram localizados e ouvidos pela equipe. Nenhum deles quis registrar boletim de ocorrência.

Paralisação

A mobilização, chamada de “Breque Geral dos Apps”, é organizada por meio das redes sociais e grupos de mensagens e tem como principais reivindicações o aumento das taxas pagas por corrida e mais transparência nos critérios usados para bloquear contas.

Durante o protesto, os trabalhadores são orientados a ficar off-line nos aplicativos. Também estão previstos buzinaços e carreatas em diferentes cidades como forma de pressionar as empresas e o governo federal.

Em São Paulo, a mobilização reuniu cerca de 100 motoboys. Os entregadores se concentraram na Praça Charles Miller, no Pacaembu, por volta das 11h30. Depois, o grupo seguiu em manifestação pelas ruas da cidade, passando pelo Centro de São Paulo e pela Avenida Paulista.

Além de São Paulo, manifestações e paralisações foram realizadas em outras cidades brasileiras ao longo desta terça.

Entenda as principais reivindicações dos entregadores

  • Modalidade “+Entregas”: entregadores trabalham em áreas e horários determinados pela plataforma.
  • Redução nos ganhos: segundo os organizadores, o modelo pode diminuir os valores recebidos por corrida.
  • Impacto para quem não adere: profissionais que optam por não participar da modalidade também podem ser prejudicados.
  • Valor mínimo por corrida: a categoria reivindica R$ 10 para corridas curtas de até 4km.
  • Pagamento por quilômetro: os entregadores pedem R$ 2,50 por quilômetro rodado.
  • Custos do trabalho: a categoria afirma que os valores atuais não cobrem despesas como combustível e manutenção dos veículos.

Os trabalhadores também pressionam o governo federal pela publicação de uma medida provisória que estabeleça taxas mínimas para as entregas realizadas por aplicativos.

Outro ponto de insatisfação é o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152. Parte dos entregadores avalia que a proposta não contempla adequadamente as demandas da categoria, principalmente em relação à renda e à proteção previdenciária.

Os bloqueios de contas também estão entre as críticas dos trabalhadores. Entregadores afirmam que algumas plataformas utilizam sistemas automatizados para suspender ou bloquear profissionais sem apresentar explicações claras.

Eles defendem que os critérios utilizados pelos algoritmos sejam divulgados e que os trabalhadores tenham uma possibilidade adequada de contestar as decisões.