BRB recolhe 14 celulares corporativos, sem aviso, para coleta de dados

Presidência do banco justifica ação coordenada de auditoria forense em curso. Sindicato verifica se há violação de direito

atualizado

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Daniel Ferreira/Metrópoles
Prédio do BRB no Setor de Bancário Sul – Brasília – DF 04/11/2015
1 de 1 Prédio do BRB no Setor de Bancário Sul – Brasília – DF 04/11/2015 - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

O recolhimento de celulares corporativos do Banco de Brasília (BRB) pegou empregados de surpresa na manhã dessa terça-feira (25/06/2019). Dos 595 aparelhos de propriedade da instituição financeira, 14 foram coletados sem aviso prévio para retirada de informações. Enquanto a presidência justifica que essa é uma ação coordenada do processo de auditoria forense para apuração dos fatos envolvidos na Operação Circus Maximus, a entidade que representa os trabalhadores verifica se houve alguma violação de direito.

Segundo o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, o objetivo foi verificar celulares utilizados por pessoas que participaram dos episódios desvendados pela Circus Maximus. Os aparelhos, contudo, podem ter sido “herdados” por outros servidores, conforme destacou o gestor. “A questão do cargo não foi elemento considerável para escolha dos celulares que foram coletados. A razão é a investigação forense, ou seja, o envolvimento ou o uso desses telefones em operações que estão sendo apuradas”. 

A expectativa é de resgatar até dados deletados. “A coleta foi estritamente para ter acesso a conteúdo dos celulares do banco”, afirmou. Os aparelhos, segundo o presidente do BRB, já estão disponíveis para devolução.

O BRB contratou a empresa PwC a fim de investigar a existência de eventuais irregularidades sob os aspectos jurídicos, financeiros, processuais, informativos e tecnológicos nos últimos seis anos. De acordo com o banco, o contrato foi fechado por R$ 7.741.058,31.

O diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília e da Federação dos Bancários do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), André Nepomuceno, revelou que recebeu “várias solicitações ou informações de funcionários e funcionárias” a respeito do caso. “A grande queixa é sobre a forma como foi feito. Temos várias alegações de que seria ilegal porque teria de haver uma previsão formal para isso”, destacou.

“É verdade que os celulares corporativos pertencem ao banco, só que não é sob qualquer condição que poderiam ser retirados, até porque se mistura, por efeito prático da vida, algumas comunicações pessoais”, assinalou. Nepomuceno ressaltou que o sindicato vai agir. “Vamos verificar quais as providências que vamos tomar no sentido de apurar se o banco está transgredindo ou não algum direito administrativo, trabalhista ou constitucional”, pontuou.

Circus Maximus

Deflagrada em 29 de janeiro de 2019, a Operação Circus Maximus mirou a cúpula do banco da gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB). A ação apura irregularidades praticadas no BRB envolvendo fundos de investimentos, com a atuação de agentes públicos, empresários e agentes financeiros autônomos.

As investigações apontam para prejuízos de, aproximadamente, R$ 348 milhões ao BRB, a participantes de fundos de pensão e ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), a poupadores e ao sistema financeiro nacional. O suposto grupo criminoso teria movimentado R$ 40 milhões em propina.

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