Brasilienses fazem estoque de seringas e presidente do Sincofarma alerta: “Não há necessidade”

Diante da possibilidade de escassez de seringas para vacinação contra a Covid-19, a venda do produto aumentou nas farmácias da capital

atualizado 06/01/2021 10:09

Seringas de vacinaPixabay

As notícias de que o Brasil poderia ficar sem seringas para a aplicação da vacina contra a Covid-19 provocaram uma reação no consumidor. De acordo com informações do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Distrito Federal (Sincofarma-DF), a venda do produto aumentou desde agosto, quando a possibilidade de escassez foi anunciada.

No entanto, o presidente da entidade, Francisco Messias, faz um alerta. “Não há necessidade de estoque ou de corrida por seringa. Estamos acompanhando todas as negociações e o planejamento, inclusive do GDF. Não vai faltar seringa”, assegurou ao Metrópoles.

Segundo ele, o problema na compra do produto foi para grandes lotes. “As pessoas têm procurado as farmácias para comprar suas seringas e levar na hora de tomar a vacina. Porém, isso não é necessário”, reforçou Messias.

Recentemente, o Ministério da Saúde fracassou na primeira tentativa de comprar seringas e agulhas para a vacinação no Brasil.

Para se ter ideia, das 331 milhões de unidades que a pasta tem a intenção de comprar, só conseguiu oferta para adquirir 7,9 milhões, no pregão eletrônico realizado na última terça-feira (29/12). O número corresponde a cerca de 2,4% do total de unidades que a pasta pretendia adquirir.

Com isso, a União corre contra o tempo para realizar novo certame, ainda sem data definida. A compra de seringas e agulhas costuma ser feita por estados e municípios. Durante a pandemia, porém, o ministério decidiu centralizar estes insumos. A previsão do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é iniciar a vacinação contra Covid-19 no país em fevereiro.

Reação do DF

No primeiro dia de 2021, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou ter iniciado a compra de pelo menos 4,8 milhões de seringas, que serão usadas exclusivamente na campanha de imunização contra a Covid-19 na capital federal. Até então, a pasta havia adquirido 2 milhões de unidades do item necessário para a aplicação da esperada vacina.

O número total do insumo representa mais do que o dobro da população do Distrito Federal, estimada em cerca de 2,75 milhões de pessoas, de acordo com o censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do cenário favorável, o Executivo local ainda não definiu a data do início da campanha distrital de imunização contra o novo coronavírus.

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