Bebê morreu menos de 1h depois de cuidadora tranquilizar mãe: “Relaxa”

Cuidadora respondeu Lorrany Stephane pelo telefone e disse pra ela ficar tranquila sobre os cuidados com a filha, que morreu minutos depois

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1 de 1 bebê print - Foto: Reprodução/Instagram

Lorrany Stephane, mãe da bebê Laura Rebeca Ribeiro dos Santos, de 1 ano e 4 meses, que morreu enforcada por um cinto do bebê conforto, publicou em suas redes sociais a conversa que teve com a cuidadora de sua filha 1 hora antes da criança morrer dentro de uma creche clandestina, em Ceilândia (DF).

Após a mãe mandar um áudio perguntando da filha para a cuidadora, a mulher tenta tranquilizar a mãe. “Mulher, relaxa. E eu estou aqui para isso mesmo, para cuidar. Ninguém trisca nos meus bebês”, afirmou a mulher em mensagem no WhatsApp.

Quase 1 hora depois, a responsável por cuidar de Laura ligou para a mãe e não foi atendida e então mandou mensagem. “Vem para cá, urgente”. A cuidadora voltou a ligar para a mãe duas vezes, sendo atendida somente na terceira tentativa.

Lorrany Stephane expôs a conversa e lamentou a perda da filha. “Ah, se eu soubesse”, escreveu.

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Bebê morreu asfixiada em bebê-conforto dentro de uma casa que funcionava como creche irregular, em Ceilândia
Lorrany Stephane desabafou após a morte da filha Laura, de 1 ano e 8 meses, em creche improvisada no Setor O
Creche improvisada onde Laura foi deixada não tinha autorização para funcionar e atendia várias crianças ao mesmo tempo
Mãe disse ter confiado na indicação da cuidadora, que prometeu câmeras, envio de fotos e experiência com crianças.
Conversa da mãe com a cuidadora
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Conversa da mãe com a cuidadora

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Bebê morreu asfixiada em bebê-conforto dentro de uma casa que funcionava como creche irregular, em Ceilândia
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Bebê morreu asfixiada em bebê-conforto dentro de uma casa que funcionava como creche irregular, em Ceilândia

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Lorrany Stephane desabafou após a morte da filha Laura, de 1 ano e 8 meses, em creche improvisada no Setor O
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Lorrany Stephane desabafou após a morte da filha Laura, de 1 ano e 8 meses, em creche improvisada no Setor O

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Creche improvisada onde Laura foi deixada não tinha autorização para funcionar e atendia várias crianças ao mesmo tempo
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Creche improvisada onde Laura foi deixada não tinha autorização para funcionar e atendia várias crianças ao mesmo tempo

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Mãe disse ter confiado na indicação da cuidadora, que prometeu câmeras, envio de fotos e experiência com crianças.
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Mãe disse ter confiado na indicação da cuidadora, que prometeu câmeras, envio de fotos e experiência com crianças.

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Na última sexta-feira (12/12), a mãe de Laura disse que aquela foi a primeira vez que ela teria deixado a filha no local, que frequentemente recebia outras crianças.

“A Laura nunca ficou com pessoas desconhecidas, e eu nunca tinha deixado ela em uma creche, mas ontem minha vó saiu e eu não tinha como deixar ela com minha mãe e nem com meu filho de 9 anos, por ser uma criança. Eu precisava sair para trabalhar e fui atrás dessa cuidadora. Foi até uma moça do salão que me indicou, dizendo que ela era referência, e a casa dela tinha câmera, que eu podia deixar lá e confiar. Aí ela [a cuidadora] falou que eu não precisava me preocupar, que me mandaria fotos da Laura”, explicou.

Familiares e amigos prestaram uma última homenagem a pequena Laura Rebeca Ribeiro dos Santos na manhã deste sábado (13/12). A bebê, de apenas 1 ano e 4 meses, morreu enforcada após ficar presa no cinto do bebê conforto, nessa quinta-feira (11/12).

O velório de Laura ocorreu no Cemitério de Taguatinga. No local, familiares se despediram da bebê sob forte emoção e lágrimas.

Antes de ser enterrada, o caixão foi aberto para que todos tivessem a oportunidade de dar o último adeus a Laura.

Morte de Laura

A bebê de apenas 1 ano e 4 meses morreu, na tarde desta quinta-feira (11/12), enquanto estava sob supervisão de uma cuidadora. O caso aconteceu na QNO 6, conjunto P, no Setor O, em Ceilândia (DF). Ela estava na residência da cuidadora quando o incidente ocorreu.

De acordo com informações preliminares, a menina teria ficado presa ao cinto da cadeirinha, conhecida como bebê-conforto, enquanto dormia e morrido asfixiada.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito da criança no local.

O local foi preservado pela Polícia Militar até a chegada da Polícia Civil do DF. O caso é investigado pela 24ª DP.

 

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