Bancada feminina aumenta na CLDF. Confira nomes e perfis

Apesar de baixo, apenas 16,6% do total de parlamentares, o número ainda é maior que a atual composição da Casa que tem apenas três mulheres

atualizado 05/10/2022 9:27

Igo Estrela/Metrópoles

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) terá quatro deputadas mulheres para a legislatura de 2023-2026. Apesar de baixo, apenas 16,6% do total de parlamentares, o número ainda é maior que a atual composição da Casa que tem apenas três mulheres.

Três delas foram eleitas para a CLDF pela primeira vez e uma conseguiu a reeleição. Conheça quem são:

Jaqueline Silva (Agir)

Única mulher que se reelegeu na Câmara Legislativa, a deputada preside atualmente a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Defensora do setor produtivo, do empreendedorismo, dos direitos da mulher e da educação, ela lamenta o ainda baixo número de companheiras na Casa. “Mesmo sendo maioria nas urnas, as mulheres ainda não são maioria no processo político. A gente vê que ainda está muito longe disso.

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Dayse Amarilio (PSB)

Enfermeira obstetra e ex-presidente do SindEnfermeiro-DF, Dayse Amarilio diz que a falta de representatividade é um sinal grave. “Essa é uma situação estrutural e mostra muito o que as pessoas pensam de política”, comenta.

Também professora, ela diz que vai lutar para que cada vez mais mulheres tenham poder de fala na CLDF. “Essa falta de mulheres faz com que a sociedade não evolua. As mulheres precisam de falar de pautas das mulheres e pode ter certeza que vou fazer isso”, diz.

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Paula Belmonte (Cidadania)

Deputada federal pelo DF, esta é a primeira vez que ela vai à Câmara Distrital. Mãe de seis filhos e com pautas que visam a defesa das crianças, do empreendedorismo e transparência na política, ela diz que considera muito importante a diversidade de mulheres que foram eleitas. “São mulheres de diferentes raças e com uma grande diversidade de pautas”, afirma.

Belmonte avalia que a falta de representatividade, muitas vezes, é estrutural e é difícil quebrar a barreira que existe. “As mulheres muitas vezes não gostam de se envolver. No caso estadual/distrital, outro problema que vi de maneira geral é que o investimento de partidos não foi muito grande para candidatos”, explica.

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Doutora Jane (Agir)

Delegada da Polícia Civil (PCDF), foi atleta de voleibol, enfermeira, professora de geografia na rede pública de ensino e diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF).

Exerceu cargos como secretária de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude, administradora de Sobradinho e chefe da Controladoria Jurídica da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). Em 2018, ficou como suplente de parlamentar na CLDF. “A CLDF é um local para propor políticas públicas e nada mais legitimo que a mulher falar pela mulher. Que sabe da importância da vaga na creche, no curso de formação. Essa é a minha defesa”.

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