Baleado, foragido usa nome de político para dar entrada em hospital do DF

O pagamento pelos serviços hospitalares iniciais, cerca de R$ 6,7 mil, foram feitos no momento da internação, em dinheiro

atualizado 26/10/2020 13:31

delegaciaRafaela Felicciano/Metrópoles

Um foragido da Justiça por tráfico de drogas usou o nome de um candidato a vereador de Goiás para dar entrada no Hospital de Águas Claras, no último sábado (24/10). Baleado, o criminoso usou documento falso ao se identificar na unidade de saúde. O pagamento pelos serviços hospitalares iniciais, cerca de R$ 6,7 mil, foram feitos no momento da internação, em dinheiro. A Polícia Civil do Distrito Federal descobriu o fato e realizou a prisão. O homem, agora, está sob escolta policial na unidade de saúde.

Diego Ohan Martins Ribeiro, 27 anos, conhecido como Fofão, foi atingido por dois tiros. Inicialmente, ele afirmou que foi vítima de tentativa de latrocínio em Águas Lindas (GO). No entanto, policiais da 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul) colheram indícios de que o homem foi baleado em Ceilândia, mas as circunstâncias estão em investigação.

Os policiais chegaram até o foragido após uma denúncia. Dados e documentos que serviram para comprovar a real identidade do ferido foram obtidos em diligências cumpridas no hospital, nesse domingo (25/10).

Ao Metrópoles, o hospital informou que o paciente chegou ao local de ambulância, acompanhado da mulher e de outro homem.

Homicídio

Há sete anos, o Tribunal do Júri de Ceilândia condenou a 17 anos de reclusão Diego Ohan, acusado de atirar na cabeça de um homem, levando-o à morte. O motivo do crime teria sido o comparecimento da vítima a uma festa desautorizada por Ohan.

Diego Ohan foi sentenciado por homicídio qualificado por motivo torpe, resultando em perigo comum e praticado e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, e uma tentativa de homicídio.

Segundo a denúncia apresentada no início da ação penal, um rapaz chamado William decidiu fazer uma festa para comemorar o aniversário. O réu, no entanto, teria determinado que a festa não se realizasse, sem que, antes, lhe fosse pago o valor referente a uma pistola de sua propriedade apreendida pela polícia.

De acordo com testemunhas ouvidas durante a instrução processual, Diego considerava que William não poderia realizar o evento sem saldar a tal dívida, já que disporia de dinheiro para pagar os custos de uma festa. A vítima, Maicon Barbosa Rozio, teria intercedido em favor do aniversariante, pedindo ao réu que não estragasse a comemoração. Diego teria dito a Maicon que não faria nada contra ele, mesmo que comparecesse à comemoração.

Conta o processo que Maicon foi à festa e saiu na companhia da irmã, quando surgiu uma moto em cuja garupa se encontraria o acusado. Segundo testemunha, o rapaz desceu da moto, sacou uma arma, encostou na cabeça da vítima e desferiu vários disparos. Em seguida, teria atirado contra a moça, sem conseguir atingi-la “em razão de erro de pontaria”, explicou a peça acusatória.

 

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