Áudio: membro do PCC faz ameaças enquanto corta cabeça de rival do CV

O duelo sangrento entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) aterroriza moradores de Águas Lindas

atualizado 11/07/2021 12:02

Daniel Ferreira/Metrópoles

Existe uma guerra sangrenta sendo travada entre as duas maiores facções criminosas do país. A batalha entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) aterrorizou moradores do Entorno do Distrito Federal, após uma cabeça humana ter sido jogada no canto de uma pracinha, em um bairro do município de Águas Lindas. A barbárie, gravada em vídeo, deixa claro que, na firma do crime, sangue se paga com sangue.

O Metrópoles teve acesso a detalhes da disputa encampada pelas duas organizações criminosas que, a qualquer custo, querem dominar locais de venda de droga na região. Estratégica, a cidade serve como ponto de apoio tanto para armazenamento quanto distribuição de entorpecentes para as regiões administrativas do DF.

A cabeça encontrada por moradores do Jardim Santa Lúcia, em 2 de julho, era de Randerson Silva Carmo, de 24 anos. O criminoso, nascido no Pará, era membro batizado do CV, facção carioca criada em 1979 no extinto Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Golpes de tesoura

O faccionado teve a cabeça cortada a golpes de tesoura e facão pelos rivais do PCC, que fizeram questão de gravar um vídeo do momento em que serram o pescoço do homem com uma faca. “Gosta de matar irmão do PCC, então mata!  Vem com nóis disgrama, que nóis faz é assim (sic)”, diz um dos criminosos enquanto balança a cabeça ensanguentada do rival.

Como as imagens são extremamente violentas, o Metrópoles optou por divulgar somente o áudio, que pode ser conferido abaixo. Ouça:

De acordo com o que foi levantado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da cidade, Randerson era tido como o principal suspeito de ter matado e decapitado o integrante de uma gangue rival, em maio de 2016. Ele foi preso na época e solto, no último dia 2 de junho. Um mês depois, seria decapitado pela facção inimiga.

Nas imagens gravadas pelos criminosos do PCC, um dos membros da facção segura a cabeça do desafeto como um troféu. As palavras são ameaçadoras e a promessa é de mais sangue nas ruas para quem ousar desafiar o bando. “Aí, vou dar o papo! Tá vendo aqui ó?! CV batizado, confirmado, cêis acha que nóis do primeiro comando da capital tá de brincadeira? (sic).”

Corpo encontrado

Policiais militares do DF  encontraram, na quarta-feira (7/7), o corpo de Randerson a cerca de 48 km de distância de onde sua cabeça foi jogada.

No mesmo dia, policiais da Rotam de Goiás localizaram, em Águas Lindas, um dos membros do PCC que havia participado do crime. Ao perceber a presença da viatura, o suspeito abriu fogo e chegou a acertar o veículo em que os policiais estavam. Os militares revidaram e o suspeito foi atingido com cinco disparos.

Ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Águas Lindas, mas não resistiu aos ferimentos. A arma usada por ele era uma pistola .40 de propriedade da Polícia Militar do DF (PMDF).

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