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Distrito Federal

Áudio: dono de loja na Torre de TV diz que dívida de R$ 100 mil com clientes é irrisória

"Essa palavra que você usou é muito pesada: golpe. Eu não sou politico, sou empresário", disse um dos homens que lesou mais de 25 pessoas

11/11/2020 05:00, atualizado 11/11/2020 15:22
Reprodução
homem

Investigadores da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) apuram a ação de dois empresários que mantinham uma loja de móveis na feira da Torre de TV e são acusados por pelo menos 25 clientes de embolsar cerca de R$ 100 mil sem nunca ter entregue os móveis.

O caso foi revelado pelo Metrópoles. Os sócios da Modernita Móveis sob Medida deverão ser intimados nos próximos dias para prestarem esclarecimentos. Em um áudio enviado recentemente, Adolfo Ubaldino Neto, um dos donos da loja, afirma a um cliente que a dívida é “irrisória”.

Por meio do WhatsApp, o empresário garante que é honesto, que tem mais de 30 anos no mercado de mobílias e que não existe estelionato.  “Esse negócio de golpe não existe não. O dinheiro é seus (sic). Ninguém está aqui pra dar golpe, não. Nem se fosse R$ 1 milhão.  Quantia tão insignificativa e você falar que é golpe. Isso não existe, não”, garantiu, no áudio.

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Atualmente, o Box 37, que costumava ser ocupado pela empresa, está fechado. Adolfo e seu sócio, Guilherme Silva, não aparecem mais no local.

A dupla ganhava a confiança de clientes, prometendo produção, reforma e entrega dos mais variados móveis, sempre com uma suposta excelência. Os sócios  faziam propaganda, garantindo preço justo e alta qualidade, além de facilitar o pagamento para os clientes.

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Ouça a mensagem de Adolfo para um cliente:

“Não sou político”

Na mesma conversa, o empresário acusado de golpe por pelo menos 25 famílias garante que costuma devolver o dinheiro dos clientes.

“Acabei de fazer uma transferência pra uma cliente, de R$ 9,7 mil, entendeu? Porque a cliente não quis esperar e eu também não tive paciência de esperar o fornecedor. O dinheiro é do cliente, não é nosso não. Essa palavra que você usou é muito pesada: golpe. Eu não sou político, sou empresário”, disse Adolfo, no arquivo de áudio enviado a um dos compradores.

No final da conversa, o empresário ainda garantiu que o cliente poderia enviar o número da conta bancária que o dinheiro seria devolvido, o que jamais ocorreu.

Outro fato que chamou a atenção das pessoas enganadas pelos acusados, e que decidiram reunir provas que confirmem o estelionato, é o endereço apontado como sendo a fábrica da empresa. Um dos sócios chegou a enviar a localização para uma das famílias. No entanto, o endereço não abriga uma fábrica e, sim, um casebre.

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Adolfo Neto faturou perto de R$ 100 mil e desapareceu
O dono da empresa deixou mais de 20 clientes no prejuízo
Um dos empresários ostentava o dinheiro dos golpes nas redes sociais
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Um dos empresários ostentava o dinheiro dos golpes nas redes sociais

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Adolfo Neto faturou perto de R$ 100 mil e desapareceu
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Adolfo Neto faturou perto de R$ 100 mil e desapareceu

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O dono da empresa deixou mais de 20 clientes no prejuízo
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O dono da empresa deixou mais de 20 clientes no prejuízo

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Apesar de nunca mais terem aparecido na Feira da Torre, os empresários gostavam de ostentar, nas redes sociais, o dinheiro obtido com as falcatruas. Guilherme Silva publicou uma foto onde aparece segurando um “leque de cédulas”, com a seguinte legenda: “Enquanto eles fazem fofoca, nós tá fazendo dinheiro (sic)”.

A reportagem tentou entrar em contato com os dois empresários por meio dos telefones que aparecem nos cartões de visita distribuídos pela dupla para os clientes. No entanto, ambos os números estavam fora de área. O espaço continua aberto para possíveis manifestações.