Audiência de técnicos vai ouvir mais 24 testemunhas nos próximos dias

A audiência de instrução dos técnicos de enfermagem acusados de mortes de pacientes no Hospital Anchieta entra no segundo dia, nesta sexta

atualizado

metropoles.com

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Técnicos de enfermagem
1 de 1 Técnicos de enfermagem - Foto: Reprodução/Web

O Tribunal do Júri de Taguatinga vai ouvir mais 24 testemunhas durante a audiência de instrução dos técnicos de enfermagem acusados de matar três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Hospital Anchieta. Nesta sexta-feira (29/5) ocorre o segundo dia de sessão. A fase processual de oitiva de testemunhas também será realizada nos dias 1º e 8 de junho.

Nesta sexta e no dia 1° de junho também serão ouvidas, no total, oito testemunhas em cada dia. Somente em 8 de junho serão ouvidas as oito testemunhas exclusivas de defesa e os interrogatórios dos três acusados

A fase de audiência de instrução – que serve exclusivamente para produção de provas – começou nesta quarta-feira (27/5) e ouviu oito testemunhas indicadas pela acusação e defesa das partes envolvidas no processo. O primeiro dia de audiência entrou madrugada adentro, nessa quinta-feira (28/5), após todas as testemunhas serem ouvidas.

A previsão inicial era que a audiência fosse concluída após três dias, na segunda-feira (1º/6). Porém, a Justiça acrescentou uma nova data e estendeu as sessões até 8 de junho.

Os três técnicos de enfermagem acusados de matar pacientes no Hospital Anchieta serão ouvidos somente em 8 de junho, no Tribunal do Júri de Taguatinga. Pelo fato de o processo tramitar em segredo de Justiça, os depoimentos serão acompanhados apenas pelas partes e interessados já cadastrados no processo, como os assistentes de acusação.

A fase de audiência de instrução serve exclusivamente para produção de provas e não se trata de um julgamento definitivo.

Técnicos denunciados

Os técnicos Amanda Rodrigues Sousa, 28 anos, Marcos Vinicius Silva, 24, Marcela Camilly, 22, são acusados de três homicídios e cinco tentativas, ocorridos na UTI do Anchieta, entre novembro e dezembro do ano passado.

Os técnicos de enfermagem foram acusados e denunciados pelas mortes de Marcos Moreira, aos 33 anos, João Clemente Pereira, 63, e Miranilde Pereira da Silva, 75.

Além dos três homicídios, o trio responde por cinco tentativas de homicídios qualificados, sendo quatro somente contra Miranilde, professora aposentada da Secretaria de Educação e uma contra o servidor da Caesb, João Clemente.

Os familiares de Marcos Moreira e João Clemente optaram por não acompanhar a audiência de instrução por não estarem preparados ainda, mas estão sendo representados por meio de advogados.


Cronologia do caso:

  • Em 11 de janeiro, a Polícia Civil do DF (PCDF) deflagrou a primeira fase da Operação Anúbis. Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente, e mandados de busca e apreensão foram cumpridos;
  • Àquela altura, porém, o caso ainda não havia vindo à tona. O teor da operação só foi noticiado em 19 de janeiro, quando a PCDF confirmou que três técnicos de enfermagem foram presos por suspeita de envolvimento em mortes de pelo menos três pacientes do Hospital Anchieta;
  • O caso foi denunciado à polícia pelo próprio Hospital Anchieta, após a instituição notar estranheza nos óbitos e semelhança entre os casos;
  • Descobriu-se, então, que Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 injetaram altas doses de medicamentos que provocaram parada cardíaca em João Clemente Pereira, 63; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75;
  • Segundo as investigações, Marcos Vinícius era o responsável por injetar as medicações, enquanto Amanda e Marcela davam cobertura;
  • Metrópoles obteve imagens dos técnicos de enfermagem injetando substâncias que mataram os três pacientes. Os acusados aumentavam as doses dos remédios em até 10 vezes, tornando-os tóxicos e letais. Em um dos casos, eles chegaram a ministrar desinfetante nas vítimas.

 

 

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