Às vésperas do aniversário do filho, ex-sargento completa 10 dias desaparecido

Claudio dos Santos Gonçalves foi visto pela última vez na última segunda-feira (16/11), em Ceilândia. Ele é pai de um menino de 4 anos

atualizado 26/11/2020 18:59

Claudio dos Santos Gonçalves, desaparecidoArquivo Pessoal

A família do ex-sargento do Exército Claudio dos Santos Gonçalves, 34 anos, completa, nesta quinta-feira (26/11), 10 dias de angústia por não ter notícias sobre o paradeiro dele. O homem foi visto pela última vez na manhã de segunda-feira (16/11), por volta das 10h, no centro de Ceilândia.

De lá para cá, as investigações, que estavam sob os cuidados da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro), foram transferidas para a 23ª DP, no P Sul. Esta última tem um núcleo específico de policiais que investigam casos de desaparecimento. “As investigações estão andando, mas seguimos sem mais informações”, conta Kelly Barros Gonçalves, irmã de Claudio.

O ex-sargento é casado e pai de um menino de 4 anos. Porta-voz da família neste momento, devido ao abalo emocional dos familiares diante da situação, Kelly conta que a esposa do seu irmão está sob efeito de medicação. “Ela teve um princípio de infarto e segue isolada. Teve que ir ao IML no sábado para reconhecer um corpo. Isso foi muito e ela passou mal”, revela.

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“Meu sobrinho está sob os cuidados da avó materna. Mas graças a Deus ele é pequeno e está alheio a tudo isso. Não entende o que se passa. Ele acha que o pai está trabalhando. Semana que vem será o aniversário do meu sobrinho e não sabemos como vai ser”, complementa.

Um grupo de buscas composto por familiares, amigos e voluntários foi formado. “Fomos ao Gama, a Luziânia, Ceilândia Sul e Norte. Temos cartazes colados também no Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA) e em Samambaia. Mas as buscas não deram em nada até o momento”, diz.

Caso alguém tenha visto Claudio, ou tenha alguma informação que possa levar à localização do ex-sargento, deve entrar em contato com a família pelo telefone (61) 99197-3959 ou com a PCDF, por meio do 197.

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