Após sucesso nas pistas, DJ mirim passa a sofrer cyberbullying
Com apenas 10 anos, Rebecca Rangel (a Rivka) tem sido atacada nas redes sociais. Mãe afirma que levou o caso à polícia

Desde que decidiu seguir carreira predominantemente de adultos, a DJ mirim Rebecca Rangel, mais conhecida como Rivka, não esperava que passaria também a ter problemas de gente grande. Ao assumir de forma oficial a paixão pelas pistas de dança, a artista de 10 anos tornou-se vítima de cyberbullying em quase todas as postagens nas redes sociais.
Internautas passaram a qualificar a menina de “chata”, “nojenta” e outros adjetivos que configuram o assédio virtual. Segundo a mãe da DJ, Valesca Rangel, as postagens vêm de perfis aleatórios. No entanto, a partir de uma investigação detalhada, foi identificada a ação de um hacker que invade contas para enviar mensagens. O caso foi denunciado à Polícia Civil.

“Eles [os hatters] procuram onde tem post com ela e colocam comentários. Sempre contra mim e minha filha. Imaginamos quem seja, mas prefiro que isso fique sob responsabilidade dos investigadores”, diz Valesca. Rivka tem hoje mais de 40 mil seguidores no Instagram.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA mãe afirma que entrou em contato com os donos das contas de onde partiram as agressões e a desconfiança foi confirmada. “Todos alegaram desconhecer a Rivka, muito menos serem autores dos comentários ofensivos. Utilizaram até mesmo contas institucionais para atacá-la, o que seria improvável para a imagem de qualquer empresa”, argumenta Valesca.

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Ver todasPreconceito em Brasília
Não é de hoje que a pequena Rebecca Rangel sofre agressões desse tipo. Assim que se mudou da Noruega, país onde nasceu, ela passou a ser vítima de assédio no colégio onde estudava, em Brasília. “Eu sempre gostei de piercing, de pintar meus cabelos. E, na Noruega, isso é considerado normal. Aqui no Brasil, comecei a sofrer preconceito, não vindo apenas de crianças”, relembra.
A menina revela que inclusive mães de coleguinhas barraram a amizade entre as filhas e ela por causa dos cabelos coloridos. “Levei o caso à coordenação (da escola) e nada foi feito. Decidi trocá-la de colégio para um onde ela fosse realmente respeitada”, diz Valesca. Para desabafar sobre o assédio que sofria na escola onde estava matriculada, localizada no Lago Norte, Rebecca decidiu criar uma página no Youtube.
Em pouco tempo, reuniu 7 mil seguidores na página Rebecca AG. “As crianças que sofrem bullying precisam falar com o pai e a mãe. Eles vão saber o que fazer. A minha [mãe] soube e me tirou da escola imediatamente”, aconselha a menina, em uma das postagens.
Para o caso mais recente, Valesca afirma já ter procurado autoridades em busca de descobrir a origem dos ataques. “Já temos suspeitos que passaram a ser rastreados. Estamos analisando cada detalhe e unindo provas para os advogados e policiais que estão no caso. Quem manda mensagens assim para uma menina de 10 anos é capaz de qualquer coisa. É um criminoso e precisa ser punido”, conclui a mãe da menina DJ.



