Após pressão, GDF recua e começa a devolver servidores para IHB

Decisão beneficia 29 funcionários e foi tomada após três rodadas de negociações entre SindSaúde, direção da unidade e Secretaria de Saúde

atualizado

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Felipe Menezes/Metrópoles
Brasília (DF), 12/06/2017 Hospital de BaseFoto: Felipe Meneze
1 de 1 Brasília (DF), 12/06/2017 Hospital de BaseFoto: Felipe Meneze - Foto: Felipe Menezes/Metrópoles

Depois da polêmica que envolveu a remoção de servidores concursados do Instituto Hospital de Base (IHB), o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Distrito Federal (SindSaúde-DF) conseguiu nesta terça-feira (17/7) reverter o remanejamento de funcionários. A decisão ocorreu por acordo firmado durante três rodadas de negociações envolvendo os dirigentes sindicais, integrantes da Secretaria de Saúde do DF e membros da diretoria do IHB, além de deputados distritais.

As reconvocações estão garantidas em documento assinado pela direção do instituto (veja cópia abaixo) no qual é solicitada a cessão especial de 29 servidores. O ofício, com assinatura do diretor-geral da unidade, Ismael Alexandrino, sustenta que o retorno se dará por causa da “necessidade de pessoal”.

Reprodução / IHBDF

Reprodução/ IHBDF

 

Além disso, a própria direção do IHB garantiu ao SindSaúde, durante reunião nesta terça-feira, empenho para levar de volta à maior unidade hospitalar do Distrito Federal todos os funcionários remanejados nos últimos dias. No total, 1 mil profissionais foram transferidos, sendo 241 de forma compulsória, assim provocando protesto de servidores e de pacientes preocupados com a descontinuidade de tratamentos e serviços.

“É uma decisão administrativa, após muitas negociações. Houve um entendimento da direção do instituto de que essas pessoas não fizeram opção de sair, foram removidas à revelia. É o início da mudança de uma postura antidemocrática”, afirmou a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues. “O IHB está revendo posições e já acertamos com a direção que todos com demanda para retorno ao Base podem procurar o SindSaúde, pois cada caso será avaliado individualmente”, completou.

Os deputados distritais Wellington Luiz (MDB), Wasny de Roure (PT), Celina Leão (PP) e Raimundo Ribeiro (PSDB) acompanharam as negociações.

Remoções controversas
Conforme o Metrópoles noticiou, no universo de 1 mil funcionários transferidos – entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, nutricionistas e outros –, 241 foram removidos contra a própria vontade. Ao mudar a gestão do IHB, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) havia garantido manter em seus postos os trabalhadores públicos da Saúde que fizessem a opção de continuar na unidade, mas a promessa não foi cumprida.

Antes de se transformar em instituto, o Hospital de Base tinha 3.236 servidores. No fim de 2017, em meio a questionamentos judiciais, o governo ofereceu oportunidade para que os funcionários informassem se queriam ou não permanecer na maior unidade de saúde do Distrito Federal. O prazo dado foi até 28 de dezembro daquele ano.

Do total, 2.442 responderam o questionário: 1.941 optaram por ficar, e 501 desejavam ser redistribuídos. “Os que não participaram da consulta [794] foram automaticamente classificados para permanecer no Hospital de Base. Assim, 2.735 continuarão a trabalhar nele”, informou, na ocasião, a Secretaria de Saúde.

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