Após greve, Ibaneis quer acelerar processo de privatização da CEB

Eletricitários cruzaram os braços nesta terça-feira (03/12/2019) por tempo indeterminado

atualizado 03/12/2019 13:26

Myke Sena/Especial para o Metrópoles

O governador Ibaneis Rocha (MDB) classificou a greve dos funcionários da Companhia Elétrica de Brasília (CEB) como “injusta”. Segundo o emedebista, os acordos coletivos foram feitos de forma “criminosa” no passado.

“Em vez de receberam um terço de férias, recebem 90%”, afirmou, durante agenda pública nesta terça-feira (03/12/2019). Do ponto de vista do governador, a paralisação é a prova de que o governo está correto quando decidiu privatizar a estatal. Ele prometeu apertar o passo para a venda da empresa. “O que eu vou fazer é acelerar o processo de privatização da CEB”, ressaltou.

Segundo o governador, os pedidos dos funcionários são “inadmissíveis do ponto de vista real” e a estatal não tem condições de arcar com essas despesas. O GDF chegou a propor para os trabalhadores um novo acordo coletivo, em que as despesas da folha seriam reduzidas em R$ 9 milhões. Mas a proposta não foi aceita.

Os eletricitários cruzaram os braços nas primeiras horas desta terça-feira. Eles querem pressionar o governo a garantir manutenção de benefícios.

Está em risco de extinção, por exemplo, o tíquete-natalino (R$ 1.300) e o quinquênio (adicional de 5% sobre o salário a cada cinco anos trabalhados).

O sindicato que representa a categoria (Stiu-DF) informou à coluna Grande Angular nessa segunda (02/12/2019) que apenas serviços essenciais, como o atendimento de ocorrências de falta de luz em hospital ou cabo de energia partido, serão mantidos.

Por volta das 9h, os funcionários da estatal realizaram uma reunião informativa na sede da empresa, no SIA. Nesta quarta-feira (04/12/2019), a contraproposta da CEB será analisada pelos trabalhadores a partir das 9h, para deliberação, no mesmo local.

O sindicato informou ainda que, às 15h, a direção do Stiu-DF e da empresa voltam a se reunir para negociar melhorias no termo e para “esclarecer pontos que ficaram confusos”.

“Como alguns pontos da proposta da CEB ficaram confusos, a direção do sindicato decidiu avaliar cada cláusula e submeter à votação amanhã”, informou.

Em nota, a CEB disse acreditar que as partes chegarão, em breve, a um acordo e afirmou ter um plano de emergência para minimizar os efeitos de uma paralisação mais duradoura.

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