Após confusão e invasão, polícia reforça segurança na sede da CEB
Sindicalistas ocuparam Centro de Operações e paralisaram serviços por três horas nessa terça. Eles protestam contra demissões na fundação

A sede da Companhia Energética de Brasília (CEB), no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), passou o dia sob escolta policial, após confusão ocorrida na tarde dessa última terça-feira (5/2). Desde a manhã desta quarta (6), três viaturas da Polícia Civil reforçaram a segurança para evitar confronto entre membros da Fundação de Previdência dos Empregados (FaCEB), do Sindicato dos Urbanitários do DF (STIU) e da estatal.
A demissão de 10 funcionários da fundação gerou protestos e tumulto no local. Os sindicalistas ocuparam o Centro de Operações e paralisaram os serviços por cerca de três horas. A confusão terminou apenas com a intervenção policial. Após a manifestação, o presidente da FaCEB, Marco Antônio Vieira, deixou o local e se deslocou até a delegacia da região, onde registrou um boletim de ocorrência após uma suposta ameaça de morte.

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Ver todasOs funcionários demitidos trabalhavam em um posto na sede da empresa que foi desativado por decisão da fundação. Segundo o diretor do STIU, José Edimilson Silva, não houve aviso prévio sobre o fim da unidade e as demissões. “Lá funcionava o serviço de atendimento de planos de saúde e de Previdência para funcionários e aposentados. É o local mais adequado para a oferta desse tipo de serviço, pois é onde se concentra grande parte dos trabalhadores, tem um espaço muito amplo e lugar para estacionar”, detalhou.
Por meio da assessoria de imprensa, a CEB informou que o tumulto aconteceu após um grupo de dirigentes do sindicato se deslocar até a sede para tentar se reunir com o presidente da empresa, Edison Garcia, com o objetivo de tentar reverter as demissões feitas pela fundação. No entanto, o diretor estava em um compromisso externo, o que teria gerado mais insatisfação aos presentes.
Durante a confusão, apenas os serviços de atendimento de emergência foram mantidos. Os demais chamados de clientes ficaram paralisados nas três horas de duração da manifestação. Mesmo fora do local, Edson chegou a ligar para o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), e para o diretor da Polícia Civil, Robson Cândido, pedindo reforço na segurança.
Segundo a companhia, os manifestantes ocuparam o Centro de Operações durante temporal que atingiu todo o Distrito Federal e causou prejuízos à rede elétrica. “Em determinado momento, chegaram a 600 chamados não atendidos, mas conseguimos normalizar o serviço no mesmo dia”, informou a assessoria.
Negociações
O diretor do STIU afirmou que o sindicato não aprova a gestão de Marco Antônio na FaCEB e pede a renúncia dele. “Nós não aceitamos, porque com ele não há como manter o diálogo”, critica Edimilson Silva.
No entanto, a CEB alega que a fundação tem autonomia para fazer demissões e administrar os próprios recursos, e não é papel da empresa intervir em demissões da fundação. Edison Garcia e os dirigentes do sindicato se reuniram na manhã desta quarta-feira (6/2). A empresa se dispôs a dialogar e a fundação suspendeu, por ora, os exames demissionais.
O Metrópoles tentou contato com o diretor da FaCEB, mas ele não atendeu aos telefonemas, nem retornou as ligações.
O delegado Rodrigo Bonach, da 8ª Delegacia de Polícia (SIA), confirmou o registro da ocorrência, mas não passou detalhes. “O caso chegou a conhecimento aqui e foi repassado para a seção de investigação”, limitou-se a dizer.


