Após alegar maus-tratos, garota volta à casa da mãe em Taguatinga
Negociações com a ajuda da polícia levaram a menor a voltar para casa. Ela alegou maus-tratos, mas, segundo conselho tutelar, não é isso que parece
atualizado
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Isabela Fernanda Martins Mendonça, 15 anos, voltou para a casa na tarde desta quarta-feira (8/6). O Metrópoles vem acompanhando a história da garota que, segundo a mãe Maria Martins, teria sido sequestrada, mas, na versão da menina, fugiu de casa porque sofria maus-tratos.
Por telefone, Maria contou que, com a ajuda da polícia, e após muita negociação, Isabela saiu por conta própria da residência da família do namorado e encontrou-se com a mãe. “Ela já está em casa. Amanhã, vou levá-la a um psiquiatra e a uma psicóloga. Não tem lógica essa menina ter inventado essa históriaão”, declarou.Já Isabela sustentou a história de que era ameaçada e apanhava da mãe, mas disse acreditar que “não irá se repetir” e por isso voltou para casa. A adolescente estava em Anápolis (GO) quando fugiu e ficou um mês desaparecida até a reportagem publicada no último sábado (4/6).
O Metrópoles entrou em contato com o Conselho Tutelar de Taguatinga Sul, que acompanhava o caso. Segundo o conselheiro Marcos Maurício, o adolescente tem o direito de ir e vir, mas só pode permanecer em um lugar com a autorização dos pais, o que não havia acontecido. “A menina nunca havia denunciado maus-tratos, nem ninguém que a conhece. Mas se for feita mesmo uma denúncia, o conselho vai atrás verificar”.
Ainda de acordo com Marcos Maurício, a criança ou adolescente só é retirada da casa dos pais que que têê~em a sua guarda quando a violência é comprovada. Quando isso acontece, em primeiro lugar, é procurado um parente próximo que possa cuidar do menor e, se isso não for possível, ele é encaminhado a um abrigo.
“Não existe isso de ficar na casa de quem bem quer, como ela queria ficar na casa da tia do namorado. Não posso comentar muito o assunto, porque ela é menor, mas sobre essa denúncia de maus-tratos me parece muito mais uma questão de querer justificar uma saída de casa do que algo verdadeiro”
Marcos Maurício
