Amigos despedem-se de homem que morreu em cisterna: “Um irmão pra mim”

Análises preliminares feitas no local do acidente indicam que as vítimas morreram após inalarem monóxido de carbono

atualizado 01/10/2022 15:02

ABT dos bombeiros durante ocorrência Igo Estrela/Metrópoles

Amigos e familiares de Gutemberg José de Santana, 53 anos, uma das vítimas do acidente no Residencial Santorini, na Quadra 208, em Águas Claras, despedem-se, na tarde deste sábado (1º/10), do trabalhador.

Saiba quem são as 5 vítimas da tragédia em cisterna em Águas Claras

O homem e outros três operários trabalhavam na instalação de uma bomba de drenagem de água no prédio quando perderam a consciência e desmaiaram no local, na quarta-feira (28/9).

Criada desde criança com o trabalhador, a prima Juliete Santana, 36, guardará na memória a lembrança de “uma pessoa alegre, humilde, muito companheiro e leal as pessoas que ele gostava. O ‘Guto’ era como um irmão mais velho pra mim”.

Além do luto, o sentimento de desamparo tomou conta. Segundo Juliete, o condomínio não teria prestado apoio à família.

“Isso nunca aconteceu”, aponta. “A gente fica chateado, porque em um momento com esse, esperávamos humanidade da parte dele”, completa.

Análises preliminares feitas no local do acidente indicam que as vítimas morreram após inalarem monóxido de carbono.

Nessa sexta-feira (30/9, a outra vítima, Wanderson Soares da Silva, de 26 anos, também foi enterrado.

Emissão de gases

Ao chegarem ao local do ocorrido, o CBMDF encontrou três vítimas inconscientes, dentro da cisterna. Gutemberg, Wanderson e Caio Alves da Cruz, 24 — o terceiro funcionário das empresas contratadas para fazer de manutenção da cisterna — precisaram ser reanimados.

Gutemberg e Wanderson não resistiram, e Caio segue internado em estado grave. O porteiro do prédio, Elvis Rodrigues Barros, 28, que desceu para tentar ajudar as vítimas – mas conseguiu sair antes de desmaiar – já recebeu alta hospitalar.

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