Alunos usam arte como instrumento para renovar escola pública do DF

O projeto de inovação chamado #102Inova foi desenvolvido com os estudantes para tornar o ambiente escolar um lugar de alegria

atualizado

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Alunos do Cef 102 Norte
1 de 1 Alunos do Cef 102 Norte - Foto: Arquivo Pessoal

Desde o início do ano letivo de 2021, a equipe gestora do Centro de Ensino Fundamental (Cef) 102 Norte tem desenvolvido com os 407 alunos matriculados um projeto de inovação chamado #102inova. O projeto visa tornar o ambiente um lugar de alegria e acolhimento para os alunos, por meio de mudanças na parte pedagógica e física da escola.

Além das mudanças metodológicas voltadas para a valorização das relações humanas, o projeto também trouxe melhorias para a estrutura do centro de ensino. Para receber os alunos na volta às aulas presenciais, em agosto, a artista plástica Roberta Camargo foi convidada para iniciar as pinturas da instituição. O design da arte foi escolhido em assembleia pela comunidade escolar.

E, pensando no protagonismo dos estudantes,  algumas paredes foram deixadas em branco pela artista para que eles pudessem integrar o programa de inovação e dar continuidade à pintura. Além de decidirem o que queriam ver no centro de ensino, puderam utilizar a criatividade e o talento para dar mais cor e vida ao lugar.

“Eu sugeri para a diretora da escola que ela inserisse os alunos no projeto de arte, de forma que eles valorizassem e preservassem o ambiente como um bem comum. A ideia é que eles se sintam orgulhosos do ambiente que frequentam”, conta Roberta.

Estudantes do 9º ano, convidados pela diretora da instituição, pintaram os espaços de convívio e as portas dos banheiros. Inspirados na pintura da artista, eles colocaram a mão na massa para finalizar as melhorias no ambiente.

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Alunos do 9º ano foram responsáveis pelas pinturas na escola
Ana Karla, aluna do 9º ano
Entrada do Cef 102 Norte
Artista plástica Roberta Camargo
Centro de Ensino Fundamental da 102 Norte após as intervenções artísticas dos alunos
Alice Barbosa e João Rafael mostram uma das pinturas na escola
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Alice Barbosa e João Rafael mostram uma das pinturas na escola

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Alunos do 9º ano foram responsáveis pelas pinturas na escola
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Alunos do 9º ano foram responsáveis pelas pinturas na escola

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Ana Karla, aluna do 9º ano
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Ana Karla, aluna do 9º ano

Entrada do Cef 102 Norte
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Entrada do Cef 102 Norte

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Artista plástica Roberta Camargo
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Artista plástica Roberta Camargo

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Centro de Ensino Fundamental da 102 Norte após as intervenções artísticas dos alunos
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Centro de Ensino Fundamental da 102 Norte após as intervenções artísticas dos alunos

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Os alunos Alice Barbosa, Tales Santos e Pedro Henrique Almeida também pintaram as mesas de ping pong da escola
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Os alunos Alice Barbosa, Tales Santos e Pedro Henrique Almeida também pintaram as mesas de ping pong da escola

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Aluno Petson Cardoso
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Aluno Petson Cardoso

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Doze alunos da série realizaram as pinturas. Alice Barbosa, 16 anos, liderou o grupo e, em meio aos trabalhos, descobriu o gosto pelo mundo artístico. Começou pintando as mesas de ping-pong do Cef e, também, foi responsável pelo projeto de ilustração nas paredes.

“Poder participar do projeto mudou a minha visão do ambiente escolar. Me sinto mais à vontade para estudar”, diz a aluna.

João Rafael, 14 anos, afirma que a iniciativa possibilitou enxergar o colégio como um ambiente mais agradável. “Eu comecei a ver a escola de um jeito diferente, deixando de ser um lugar apenas de educação para se tornar um onde posso fazer novas amizades e socializar com mais pessoas. Eu estou mais motivado para ir pra escola, sinto que o ambiente em si ficou mais bonito”, conta.

Para Ana Karla Alves, 16 anos, a atividade extraclasse a fez se aproximar do centro de educação e se sentir motivada para assistir às aulas. “É muito importante a integração do aluno com a escola, porque é um lugar que a gente convive todos os dias. Foi maravilhoso poder ajudar”, destaca.

Ressignificar

Motivada pela Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), as professoras de ciências dos 8º e 9º ano desenvolveram uma mostra chamada “ressignificar materiais”. O intuito era que os alunos reciclassem itens e os transformassem em objetos com novas utilidades.

A adesão dos estudantes à reutilização dos materiais e às propostas metodológicas foi comemorada pelo corpo docente. Segundo a professora Maristela Gomes, o retorno tem sido positivo. “Quando o aluno se torna protagonista, ele valoriza muito mais a aprendizagem. Quando você está construindo, você está aprendendo”, avalia.

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Exposição da ressignificação de materiais
Alunos participam da mostra ressignificar materiais
Exposição da ressignificação de materiais
Alunos do Cef 102 Norte
Exposição da ressignificação de materiais
Mostra Ressignificar Materiais
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Mostra Ressignificar Materiais

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Exposição da ressignificação de materiais
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Exposição da ressignificação de materiais

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Alunos participam da mostra ressignificar materiais
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Alunos participam da mostra ressignificar materiais

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Exposição da ressignificação de materiais
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Exposição da ressignificação de materiais

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Alunos do Cef 102 Norte
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Alunos do Cef 102 Norte

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Exposição da ressignificação de materiais
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Exposição da ressignificação de materiais

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Alunas do Cef 102 Norte
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Alunas do Cef 102 Norte

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Exposição da ressignificação de materiais
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Exposição da ressignificação de materiais

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Professoras Maristela Gomes e Adriana Quidute
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Professoras Maristela Gomes e Adriana Quidute

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Para a diretora do centro de ensino, Viviane Lima, é urgente mudar o discurso da escola pública como lugar que só oferece o básico, porque o público que elas atendem precisa de um ambiente que o motive. A gestora defende que o processo metodológico tem que estar aliado à aparência da instituição, e que os alunos sejam os protagonistas nesse processo de construção do ambiente educacional.

“Continuar em uma escola que não engaja os interesses e realidade dos estudantes é um passo para a evasão. O estudante tem que se sentir pertencente à escola, porque se não ele vai depredar o local.  A primeira coisa dentro da inovação é o acolhimento, precisamos dar voz para que eles participem ativamente. Esse espaço é feito para eles”, finaliza.

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