Alunos do DF disputam etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica

Além da criação de um robô de resgate virtual, crianças de apenas 11 anos, desenvolverão projeto de responsabilidade social

atualizado 11/09/2020 18:07

Arquivo pessoal

Três estudantes de apenas 11 anos, do colégio Galois, irão representar o Distrito Federal na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), que será realizada na primeira quinzena de outubro, em formato virtual, devido as medidas de segurança contra à Covid-19. Caso vençam a etapa regional, eles serão direcionados para a disputa em nível nacional.

Júlia Barroso, Jaqueline Ramos e Enrico Rangel formaram a equipe intitulada como – Vingadores. Ambos, com o auxílio do professor Rodrigo Carvalho, desenvolveram o projeto apelidado de “Robô brasileirinho”.

“São estudantes que estão muito entusiasmados com a primeira participação em uma competição do tamanho da OBR. Estou certo que a experiência será muito proveitosa para todos. Meu papel é incentivá-los, lembrá-los dos prazos, corrigir rumos e orientá-los. O mais importante dessa Olimpíada não é sair vencedor, mas aprender”, explicou Rodrigo Carvalho, professor de Robótica do Galois.

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O avanço do projeto dos jovens prodígios, pode ser acompanhado através do perfil criado no Instagram: @robotica_para_todos_vingadores.

“Resolvemos criar um perfil no Instagram para posts com conteúdo específico sobre robótica e tecnologia. Assim, as pessoas poderão compartilhar. Além disso, vamos deixar nosso IG disponível para divulgar material sobre o assunto que as pessoas nos mandem e que sejam interessantes. Hoje, todos os jovens têm perfil no Instagram, então, acreditamos que esta será uma ferramenta bem eficiente”, explica Júlia.

Ao Metrópoles, Marta Foltz Cavalcanti Barroso, mãe da jovem, revela que a filha sempre quis dar a sua contribuição para um mundo melhor, sem tantas desigualdades, sem tantas injustiças.

“Ela percebeu a importância do conhecimento para a mudança da realidade. Um estudo moderno baseado na tecnologia ou seja uma educação para o século XXI. Então, a Júlia manifestou o interesse na robótica, porque estimulava o raciocínio lógico e a criatividade. O criativo raciocínio de um conhecimento logicamente voltado à construção de um mundo melhor, mais justo, mais solidário, mais inclusivo”, conta.

“Somos uma equipe formada majoritariamente por meninas. Então, esperamos que isso seja um estímulo para que outras meninas sejam atraídas pelo assunto. Nossa intenção é provar que a robótica é para todos e quanto mais falarmos sobre isso, mais interesse despertamos nas pessoas”, declara Jaqueline Ramos.

Único menino do grupo, Enrico está confiante no trabalho da equipe Vingadores. “Dividimos bem as tarefas, respeitando as nossas habilidades. Vamos dar o nosso melhor e tentar superar os nossos limites. O mais importante aqui é ser um bom competidor e se divertir”, conclui o estudante.

Competição

A Modalidade Prática Virtual ocorrerá nos formatos Simulação e Apresentação. Na simulação, os alunos precisam pesquisar, projetar e construir seus próprios robôs e programações usando kits de robótica, placas e componentes eletrônicos, entre outros materiais. A prova consiste em fazer o robô resgatar uma vítima em um ambiente de desastre.

Para a apresentação, os estudantes devem gravar um vídeo de até cinco minutos, mostrando um projeto desenvolvido por eles, que relacione a robótica a uma das categorias: Maker, Inovação, Programação, Trabalho em Equipe, Modelagem Virtual, ou Responsabilidade Social e Divulgação Científica.

A equipe dos alunos do Galois optou por disputar a categoria Responsabilidade Social e Divulgação Científica. Sendo assim, eles deverão realizar atividades que possibilitem compartilhar o conhecimento adquirido com a escola/comunidade e ampliar a participação de meninas na robótica e tecnologia.

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