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Distrito Federal

Agosto de 2020 tem a maior área de vegetação queimada da história do DF

Tamanho da mata destruída equivale a 201 vezes o Complexo Esportivo de Brasília. O espaço engloba o Mané Garrincha e o Nilson Nelson

Marcus Rodrigues19/09/2020 04:49, atualizado 19/09/2020 09:02
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Reprodução/CBMDF
Agosto de 2020 tem a maior área de vegetação queimada da história do DF

Impulsionado pelo forte período de estiagem em 2020, o Distrito Federal registrou um número alarmante referente a queimadas – de acordo com dados do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), em agosto foram 6.367,12 hectares de matas dizimadas pelo fogo. Para o mês, foi a maior área consumida da história.

Até o dia 17 de setembro, foram registradas 5.887 ocorrências dessa natureza.

No ano, são 16.734,78 hectares destruídos na capital do país. Para se ter uma dimensão do estrago, equivale a cerca de 201 vezes o tamanho do Complexo Esportivo de Brasília, que engloba o Estádio Nacional Mané Garrincha, o Ginásio Nilson Nelson e o Complexo Aquático Cláudio Coutinho.

Para auxiliar na luta contra as queimadas, além das guarnições, o CBMDF conta com dois aviões de combate a incêndio, cada um com capacidade de transportar 3,1 mil litros de água.

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Umidade baixa também contribui fortemente para o aumento das queimadas
Calor desta época do ano torna o trabalho ainda mais complicado
Foram 6.367,12 hectares queimados em agosto
No ano, número sobe para 16.734,78 hectares queimados
Militar brasileiro em meio a chamas
Durante a seca, o fogo se alastra com maior facilidade
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Durante a seca, o fogo se alastra com maior facilidade

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Umidade baixa também contribui fortemente para o aumento das queimadas
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Umidade baixa também contribui fortemente para o aumento das queimadas

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Calor desta época do ano torna o trabalho ainda mais complicado
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Calor desta época do ano torna o trabalho ainda mais complicado

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Foram 6.367,12 hectares queimados em agosto
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Foram 6.367,12 hectares queimados em agosto

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No ano, número sobe para 16.734,78 hectares queimados
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No ano, número sobe para 16.734,78 hectares queimados

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Militar brasileiro em meio a chamas
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Militar brasileiro em meio a chamas

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Mesmo carregadas, as mochilas não são suficientes para extinguir o fogo
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Mesmo carregadas, as mochilas não são suficientes para extinguir o fogo

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Falta de chuvas

O DF enfrenta longos dias sem chuvas. O recorde de estiagem do ano passado, de 113, foi batido. Atualmente, já são 116 dias sem uma gota d’água no Distrito Federal.

“A partir da segunda quinzena de maio, começa a diminuição [das chuvas] e segue assim até o fim de setembro. O ano de 2020 está sendo um dos mais secos e mais quentes já registrados”, frisa Andrea Ramos, meteorologista do Inmet.

Em função da baixa umidade, o Inmet e a Defesa Civil emitiram alerta laranja para risco potencial causado pela seca. Enquanto o calor e a baixa umidade não dão trégua, alguns cuidados são essenciais.

Recomendações

As principais recomendações da Defesa Civil para o período são no sentido de que a população evite a prática de atividades ao ar livre das 10h às 17h, aumente a ingestão de líquidos, não tome banhos prolongados com água quente e muito sabonete, descarte o uso excessivo de ar-condicionado e use protetor solar. Crianças e idosos precisam de atenção especial, pois são os mais afetados.

A população também deve intensificar o isolamento social e a utilização de máscara de proteção facial contra a Covid-19. Esse é mais um motivo para as pessoas só saírem de casa se houver realmente necessidade, uma vez que a seca combinada ao uso da máscara pode dificultar bastante a respiração.
Fique atento à umidade relativa do ar!

Entre 21% e 30% (estado de atenção)

  • Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11h e 15h;
  • Umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas e recipientes com água;
  • Consumir água à vontade.

Entre 12% e 20% (estado de alerta)

  • Observar as recomendações do estado de atenção;
  • Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h e 17h;
  • Evitar aglomerações em ambientes fechados;
  • Usar soro fisiológico nos olhos e nas narinas.

Abaixo de 12% (estado de emergência)

  • Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta;
  • Interromper qualquer atividade ao ar livre entre 10h e 16h, como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência, etc;
  • Durante as tardes, manter os ambientes internos úmidos, principalmente quartos de crianças, hospitais, etc.

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