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Distrito Federal

Aglomeração, ambulantes e lojas abertas: Ceilândia ignora restrições

Reportagem do <b>Metrópoles</b> esteve no centro da cidade e conferiu comércio funcionando, muita gente reunida e pessoas sem máscara

09/07/2020 11:41, atualizado 09/07/2020 15:11
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Decreto determina fechamento do comércio não essencial em Ceilândia, Sol Nascente e Por do Sol

A cidade que lidera o triste ranking de casos e mortes por coronavírus no Distrito Federal segue com a rotina de normalidade. Na manhã desta quinta-feira (9/7), na área central de Ceilândia, a movimentação registrada pela reportagem era grande. A maioria com máscaras, mas é possível flagrar alguns sem a proteção facial de uso obrigatório. O descumprimento da medida prevê multa.

Mais do que isso, toda a movimentação e a circulação das pessoas nas ruas desobedecem decreto publicado na noite de quarta-feira (8/7). Nele, o governador Ibaneis Rocha determinou o fechamento de atividades não essenciais em Ceilândia, Sol Nascente e Pôr do Sol a partir da 0h01 desta quinta. O prazo, segundo o texto, é indeterminado.

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Ambulantes tomam conta do centro de Ceilândia
As restrições ocorreram primeiro há cerca de um mês, por 72 horas
Mesmo pessoas do grupo de risco estão circulando normalmente
Maioria das pessoas usa máscara
Movimentação no centro da cidade
As aglomerações são comuns no centro de Ceilândia
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As aglomerações são comuns no centro de Ceilândia

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Ambulantes tomam conta do centro de Ceilândia
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Ambulantes tomam conta do centro de Ceilândia

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As restrições ocorreram primeiro há cerca de um mês, por 72 horas
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As restrições ocorreram primeiro há cerca de um mês, por 72 horas

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Mesmo pessoas do grupo de risco estão circulando normalmente
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Mesmo pessoas do grupo de risco estão circulando normalmente

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Maioria das pessoas usa máscara
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Maioria das pessoas usa máscara

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Movimentação no centro da cidade
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Movimentação no centro da cidade

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Pessoas caminham normalmente pelo centro de Ceilândia
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Pessoas caminham normalmente pelo centro de Ceilândia

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Ceilândia também será afetada
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Ceilândia também será afetada

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Alguns comerciantes falaram não saber do novo decreto
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Alguns comerciantes falaram não saber do novo decreto

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A medida foi tomada pelo aumento dos números da Covid-19 nas cidades. Ela ocorreu há cerca de um mês, quando restrições entraram em vigor por 72 horas nas mesmas regiões. À época, o movimento ficou tímido. Nesta quinta-feira, porém, diversos comércios amanheceram com as portas abertas.

A presença dos ambulantes nas calçadas, por exemplo, aumentou. Contudo, a Feira Central de Ceilândia, está fechada. O Metrópoles não constatou a presença de fiscais nas ruas no início da manhã. Mais tarde, porém, a força-tarefa do GDF, comandada pela DF Legal e com 13 órgãos do governo, começaram o trabalho.

A pasta informou que a ação segue no período da tarde. A força-tarefa tem a participação de órgãos como Vigilância Sanitária, Semob, Ibram, Polícia Militar e Receita, entre outros. Ambulantes foram removidos e cerca de 500 estabelecimentos vistoriados até o momento.
Já a Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa/SES) reforça que seis equipes estão participando dessa ação conjunta percorrendo as cidades de Ceilândia, Sol Nascente e Pôr do Sol.

Opiniões

Uma vendedora de loja de perfumes, que preferiu não se identificar, comentou que muitos comerciantes não tiveram conhecimento do novo decreto.

“Nós viemos trabalhar normalmente. Não soubemos que iria fechar. Agora, estamos tentando entender se vamos fechar as portas. Por enquanto, não vamos deixar os clientes entrarem. Precisamos trabalhar. É uma palhaçada essa confusão de abre e fecha”, desabafou a vendedora.

Na QNN 01, a reportagem também flagrou salões de beleza, lojas de roupas, calçados e bijuterias com grades abertas pela metade.

Graciele Pereira, 40 anos, funcionária de uma loja de vestidos para noivas, disse que o estabelecimento abriu somente para entregar uma peça para a cliente que se casa no domingo.

“Ela estava marcada para vir buscar o vestido hoje e ficamos sem opção. Ligamos para ela e, assim que vier, fecharemos novamente. Estamos cientes do decreto porque as informações circularam nos grupos de WhatsApp. É complicado para a gente também ficar no meio dessa situação. Ficamos desorientados com tantas mudanças a todo momento”, argumenta Graciele.

A dona de um salão de beleza na QNN 2 se mostrou descontente com a nova restrição.

“É um absurdo. Estamos falindo. Após quase quatro meses parados, quando a gente reabre, vamos funcionar dois dias e fechar de novo?”, questionou. “É uma crise sem precedentes. Se fosse para ser desse jeito, que não deixassem a gente se programar e se iludir em voltar ao nosso normal.”

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Lojas em funcionamento em Ceilândia
Em alguns lugares, portas escancaradas
Comércios funcionam com portas entreabertas para evitar fiscalização
Ambulantes no centro de Ceilândia
Comércio aberto, gente sem máscara e falta de afastamento: tripla desobediência a decreto
Alguns comerciantes falaram que não estavam sabendo do decreto
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Alguns comerciantes falaram que não estavam sabendo do decreto

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Lojas em funcionamento em Ceilândia
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Lojas em funcionamento em Ceilândia

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Em alguns lugares, portas escancaradas
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Em alguns lugares, portas escancaradas

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Comércios funcionam com portas entreabertas para evitar fiscalização
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Comércios funcionam com portas entreabertas para evitar fiscalização

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Ambulantes no centro de Ceilândia
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Ambulantes no centro de Ceilândia

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Comércio aberto, gente sem máscara e falta de afastamento: tripla desobediência a decreto
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Comércio aberto, gente sem máscara e falta de afastamento: tripla desobediência a decreto

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Alguns comerciantes falaram não saber do novo decreto
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Alguns comerciantes falaram não saber do novo decreto

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Pessoas caminham normalmente pelo centro de Ceilândia
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Pessoas caminham normalmente pelo centro de Ceilândia

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